30 setembro, 2014

«É muito importante, para o povo português, não estar na moeda única mas sair dela pode ser perverso se, tal como na entrada, a correlação de forças sociais possibilitar (ou não impedir) que essa saída seja aproveitada para mais destruir Abril e as suas conquistas e abertura para o futuro.»

Sérgio Ribeiro, aqui

Até pode ser que não se negocie a saída, até pode acontecer que o país não se veja cuspido ou até mesmo mesmo que o euro não se derreta. O que não deixamos é que a discussão disso seja metida no fundo da gaveta. O texto é longo? Contudo, é bem mais curto que o profundo silenciamento a que se remete o assunto... não conseguirão calar vozes que, em coro, se levantam:
"PCP anuncia hoje (domingo passado) que apresentará, na próxima terça-feira (hoje), na Assembleia da República, um Projecto de Resolução com uma proposta integrada para resgatar o País da dependência e do declínio, visando fixar os calendários, as condições e as opções da política nacional com vista: à renegociação da dívida, compatibilizando-a com o direito ao desenvolvimento; à criação de estruturas nos órgãos de soberania para preparar o País para a saída do Euro, favorecendo o desenvolvimento nacional e salvaguardando os interesses e as condições de vida dos trabalhadores e do povo; e à adopção de medidas que conduzam a um efectivo controlo público do sector financeiro, colocando-o ao serviço dos interesses do País e dos portugueses e não da especulação e da acumulação privada.