20 junho, 2017

Portugal arde por (quase) todos os lados, ou, o fogo lento e as chamas vivas...

O título é antigo. E se aqui o trago é pela actualidade de coisas das quais pouco se fala e outras que até andam escondidas. É que não se chega a este ponto sem um percurso de criminosa inércia.
Dizem que a hora é de imensa tristeza.
Eu digo que a hora é de desesperada raiva.
Foto JFS/Global Imagens
obrigado dr. Octopus, por me ter lembrado

7 comentários:

ematejoca disse...

Criminosa inércia é o termo exacto para uma tragédia que causa grande tristeza, mas que não pede silêncio.

cid simoes disse...

Se o interior do país é votado ao abandono, o que é que podemos esperar; nem aviões, nem limpezas, nada substitui a vivência humana. Façam o que fizerem, sem povoar o interior voltamos todos os anos à mesma ladainha.

Catarina disse...

Também ia comentar sobre a "criminosa inércia".

Ontem, numa festa com 75 pessoas (todas conhecidas) não houve ninguém, que quando me vieram cumprimentar, não se referisse à tragédia, portugueses e não portugueses que era a maioria. Sabiam que a causa tinha sido uma trovoada seca mas todos tinham os seus palpites: país pobre, falta de recursos, negligência por parte das autoridades florestais quanto à limpeza de algumas áreas e outras sugestões que a chave poderiam ter diminuído a tragédia. Eu pouco elaborei na medida em que sabemos que o povo português é o deixa andar, que as leis, se existem, são para ser contornadas...

Agora vou ler os links.

© Piedade Araújo Sol disse...

raiva também e tristeza sem limites ...
:(

Graça Sampaio disse...

Cuide-se dos vivos; enterrem-se os mortos; apaguem-se os incêndios e depois avaliem-se as responsabilidades. Caso contrário, tornar-nos-emos crueis... (digo eu.)

Pata Negra disse...

Faço um voto de silêncio, só falarei de incêndios no inverno.
Um abraço de perto do inferno

Anónimo disse...

Subscrevo as palavras de Cid Simões.

Maria João