Foi um dia intenso. Depois da Assembleia da Confederação, a Assembleia de Freguesia... De regresso a casa, vinha com esta canção na cabeça...
Não fui buscar a versão antiga, encontrei esta!
Entra pelo pelo Mundo adentro...
Foi um dia intenso. Depois da Assembleia da Confederação, a Assembleia de Freguesia... De regresso a casa, vinha com esta canção na cabeça...
Não fui buscar a versão antiga, encontrei esta!
Entra pelo pelo Mundo adentro...
Aqui estavam todos sorrindo? Ainda hoje estão!
Ia eu a contar como tinha sido o dia, como tinha corrido o momento, quando me lembrei que já o tinha feito. Sim, foi num pedido de audiência a quem tem recursos e competências para o efeito. E foi assim:
Exmo Senhor Dr. (segue-se o nome dele)Venho, em nome das entidades organizadoras do evento "Não! Nunca! A vida e a poesia não se confinam!" que ontem decorreu na net com o uso do Zoom, solicitar que receba , na sua melhor oportunidade, uma delegação nossa a fim de podermos acertar ideias sobre os passos seguintes, na perspectiva de se poder vir a contar com o patrocínio da Oeiras Valley em relação a algumas ideias que temos em mente para poder levar mais longe a memória do que consideramos ter sido uma sessão memorável.Sobre a sessão, que envolveu, além da nossa Associação, o Centro Qualifica/AEPA e a APCEP-Associação Portuguesa para a Cultura e Educação, queremos deixar alguns significativos dados:
- Entradas registadas no Zoom: 272, abrangendo um público muito diverso do ponto de vista etário (desde crianças a idosos, um deles com 103 anos) do ponto de vista racial e linguístico e até mesmo geográfico;
- Participantes convidados: 32 de entre o universo que considera vários grupos inseridos em programas, designadamente:
- Alunos EFA
- Grupo de Alfabetização
- Grupo PLA - Português, Língua de Acolhimento
- Grupo ALEM - Associação Literatura, Literacia e Mediação
- Grupo RVCC - Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências
- Grupo i Creat-VNP - Vila Nova de Poiares
- Grupo de poetas escritores com vasta obra publicada
A sessão foi gravada e uma das ideias que temos em projecto é usar o vasto material a recolher e converte-lo em livro a integrar na dinâmica do LER+ e, assim, se poder promover a leitura e a escrita, para além do amor à poesia e ao saber.Na expectativa das suas melhores notícias, nos subscrevemosCom as nossas mais cordiais saudações associativas,P´la DIRECÇÃORogério Pereira
Há momentos em que sinto estar só a dar um passo em frente.
E olho para o lado, vejo muita gente.
Agora só falta olhar para trás e ver uma multidão!
Enviei, há pouco, na qualidade de Secretário da Direcção da "Desenhando Sonhos" um convite. E foi assim:
Car@s Associad@s,Como vem sendo hábito, não deixamos uma data memorável em branco. O Dia Mundial da Poesia tem sido disso um exemplo.Em anos anteriores, assinalámos a data, em parceria com o Centro Qualifica do Agrupamento de Escolas de Paço de Arcos.Este ano vamos assinalar a data com o alargamento da parceria, juntando a Associação Portuguesa Para a Cultura e Educação Permanente e, dessa forma, alargando a participação a jovens do Bairro dos Navegadores (bairro social) alguns deles que saíram agora de uma situação de analfabetismo.A participação da Desenhando Sonhos será orientada pelo nosso secretário da Direcção e o encerramento de todo evento está a cargo da nossa PresidenteVai ser uma sessão usando a tecnologia da internet (Zoom) mas que também estará na página do Facebook, onde poderá ser seguida online, bastando clicar neste link
Não tem Facebook? Não tem problema, pensamos em tudo! Irá ser produzido um vídeo e, eventualmente também um livro! Vai é levar tempo... mas menos, do que é preciso para mudar o Mundo! Boa?
O dia tinha decorrido até ali com uma actividade intensa. Primeiro, escrever o resumo e as conclusões da última reunião do Partido, depois enviar à Heloísa o documento que lhe tinha prometido na última reunião da coordenadora da Coligação e por fim, integrar num único guião, os diferentes alinhamentos das intervenções dos convidados a participar na iniciativa agendada para a próxima terça-feira, introduzir alguns ajustes e validá-los com os parceiros e, por último, distribuir o guião final a toda a gente. Ufa! 5 da tarde, como o tempo passa!
Sem outro compromisso, o sol primaveril desafiava a um passeio. E dei-o. Fui a caminho da Torre e ao passar por uma árvore aconteceu o que jamais esperaria poder acontecer, o reencontro com o mesmo melro com o qual trocara, há tempos, melódicos trinados. De pronto não o reconheci quando ele começou e lançou um canto a que nem sequer liguei. Ele insistiu e pareceu-me então que sim, que era ele. Fiquei mais atento a escutá-lo até perder a dúvida. Sim, era mesmo ele. Fiz então o que fizera antes, lancei-lhe um tímido assobio, depois outro e depois outro ainda, mais afinado. Houve um silêncio, como se o pássaro quisesse interpretar a minha mensagem posto que ele voltou à liça num chilrear harmonioso, com volteios entre agudos e graves finalizando com chilrear desafiante. Respondi-lhe imitando-lhe parte e depois mais criativo fui inventando sons que nem antes tinha avançado. Estivemos assim um tempo, ora ele, ora eu até que se calou como se tinha calado. Percebi que o nosso diálogo tinha chegado ao fim. Antes que partisse, quis registar-lhe a imagem. Parecendo ter percebido, fez pose aguardando a foto e logo que aconteceu o clique, partiu e eu prossegui o meu passeio.
Fui ver o mar, exactamente no ponto onde acaba o rio.
_______Reeditado de um post antigo
«Ainda me lembro de como recebia, cartõezinhos com desenhinhos: uns a lápis de cor, outros com colagens misturadas com pinturas a guache, outros ainda a aguarelas. Todos com dizeres. Recebia-os de todas elas, acompanhados de beijinhos e abraços. Gostei até de um troféu que quase me convenceu que era o melhor pai do mundo. Acho que, sem lhes dar grande importância, fui gostando e até guardando. Mas agora, mudei de opinião. Acho que, para manter a família coesa, para quem é pai de filhas, que se deve proclamar dia 19, exéquo, dia do pai e do sogro. É o que proponho. Se assim não for, que assim não seja. Mas cá em casa fica decretado. É assim. Fica o assunto encerrado.»
O adjectivo começa por ter uma aplicação útil, porque de denúncia, mas depois passa a aplicar-se indiscriminadamente a tudo o que tenha a ver com a actividade politica. Hoje usa-se o termo "politiquice" em justaposição com a expressão "não me meto em política" e coincidente com um maior afastamento a essa prática de cidadania. Não é o seu crescimento, traduzido pelo absentismo e pela ausência de participação politica, característica específica das sociedades subdesenvolvidas mas é nestas que grassa a menor confiança nas instituições e no Estado.
O desenvolvimento dos povos é medido pelo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e resulta de uma estatística é composta a partir de dados de expectativa de vida ao nascer, educação e PIB (PPC) per capita (como um indicador do padrão de vida) recolhidos em nível nacional.
Os comportamentos sociais são muito determinados pelas condições de vida, pelo acesso à educação, pela estabilidade de emprego e também pela esperança ou pela falta dela. Nos comportamentos marginais acontece a coexistência de situações limite de todos ou de alguns daqueles factores.
Em Portugal, com a chegada da pandemia teme-se que se agravem vários daqueles aspectos, nomeadamente o desemprego e os indicadores associados aos padrões de vida, mas a confiança nas instituições, a existência de um Serviço Nacional de Saúde e a estabilidade politica, embora em risco, permite ter a esperança de se vir a ultrapassar este momento dramático que tantos estragos vêm fazendo.
Vem tudo isto a propósito do post de ontem... e, não tendo falado uma vez sequer do Brasil, desafio-os a entender o que lá se passa (já vão no 4º Ministro da Saúde) e a fazer a leitura do gráfico abaixo.
Bora lá (este link ajuda)
«É nos momentos difíceis que o carácter do ser humano se revela. Acontece aos indivíduos e o mesmo acontece aos povos. Quando estive em 1989 em São Paulo, decorria a campanha para a eleição do Fernando Collor de Mello e pelo que a imprensa fez, por aquilo que vi e pelo que passei (e foi mais de um mês), então pensei nesse mesmo momento "Meu Deus que estão a fazer deste povo irmão?"
Hoje não me espanta o que aí se passa...»
O dia amanheceu soalheiro convidando a um passeio. E eu dei-o.
Passei por uma praceta, depois por outra, dei a volta ao bairro e de regresso avisto a funcionária num quadro que há muito não via. Vou direito a ela e sorrindo a saúdo e lhe digo quanto gratificado me sentia. Respondeu-me à saudação com um ar entre o espanto e a satisfação. Eu lhe explico que fiquei agradado pela limpeza das ruas se estar fazendo sem recurso àqueles sopradores barulhentos que se limitavam a espalhar o lixo. Ela sorriu e retorquiu e eu respondi-lhe à letra e a conversa ia decorrendo amena, até que resolvi contar-lhe um sonho meu, que acontecera não há muito.
Sonhava eu que estava num palco à frente de uma orquestra e ao levantar a batuta dando inicio à obra sinfónica quando dou pela presença de um instrumento estranho, de forma grotesca e nunca vista. Dou-lhe entrada, e de dentro do instrumento saí um som intenso, síncrono, desafinado, medonho abafando todos os outros. Acordei, nem palco, nem batuta, nem orquestra e já bem acordado aquele som continuava. Fui à janela. Era a varredora mecânica da Câmara.
"Que giro, sonhou mesmo isso?" Perdoei-lhe a dúvida e pedi-lhe para lhe tirar a fotografia. "Sim, claro, desde que não mostre a cara"
E foi isso que fiz! E ela me agradeceu, feliz!
Esse aí é o Patrick, que considero meu sobrinho, não o sendo. Ele e o irmão Diogo tratam-me por tio, e, não o sendo sentem como se fosse. A história deste reciproco afecto, de certo modo, já a contei há bem pouco tempo como pode relembrar aqui, nesta outra página deste meu diário quando falava dos pais deles, o Quim e a Graça.
Ora acontece ter recebido apelo, lá do outro lado do Atlântico, para votar no Patrick de modo a que fique em primeiro lugar de entre os magos da cozinha que por lá manejam tachos e colheres. Se for grande a resposta será o chef maior lá de New Jersey.
Verdade se diga, não sei se fará melhor que eu uma boa "Moqueca de camarão", ou um delicioso "Arroz de cabidela", ou um tradicional "Cozido à portuguesa" ou mesmo se me bate nas "Tripas à moda do Porto", para já não falar da minha "Vinagrada", mas isso agora não interessa nada, pois que está em concurso é o "miúdo".
Vote! Bora lá a votar aqui!
NOTA: Só conseguirá votar se tiver conta no Facebook
O Quim e a Graça
Se eu fosse professor, daria uma aula assim. E explicaria esta luta.
«É perfeitamente ultrajante que António Mexia, que abandonou a chefia da EDP por questões judiciais, vá receber 800 mil euros por ano até 2023. É uma vergonha tão grande que ninguém imaginou que possa vir a ser preso, e continue a mamar da eléctrica que paga dividendos e salários à custa da factura obscena que mensalmente pagamos, tal é a certeza de que os processos contra poderosos nunca chegam a uma sentença e na maior parte dos casos prescrevem.»
Roubado de um sítio que raramente visito
Sim, é ultrajante! Mas o que mais me arrepia, nem é o Mexia. É sim, viver num contexto em que tudo isto, há muito, se venha permitindo e nem seja previsível que venha a mudar. A menos que...
Vem este título a propósito de sair de uma, para ir a outra e depois regressar à mesma, e depois a coisa se repetir indo a outra não àquelas.
Vem este título a propósito, de ter tido reunião do "executivo" e andar por aí com o chapéu errado!
Não se apercebeu? Nem eu!
A reunião de trabalho foi hoje à mesma hora em que decorria outra, onde também tinha de estar. Interrompi uma para ir a esta para depois regressar à outra. Fiz agora mesmo ponto-de-situação e estamos em condições de passar a integrar tudo voltando a reunir na próxima 5ª feira..
Temos como referencial a iniciativa em que assinalámos o Centenário de Sophia (a que se referem as imagens)
VAI SER (MAIS) UM DIA MEMORÁVEL
Num dos meus últimos posts, vem o Luís e diz: "Aqui ficou mais uma página do teu diário" ao que eu respondo:
"Eis uma coisa por ti dita que é muito para levar a sério
Este meu espaço
é, além de tudo, o meu diário"
E sim, porque é preciso estar por cima da espuma dos dias: Porque não precisamos apenas de palavras dirigidas à alma, embora precisemos delas (e eu escrevo-as); porque não precisamos apenas de palavras que nos arrepiem a pele, embora precisemos delas (e eu escrevo-as); porque não precisamos apenas de emoções, mas eu nunca perco um momento para falar das que sinto, por mim e pelo outro. E uso palavras-semente e palavras-adubo. Mas passo e semeio sobretudo ideias sem esquecer como luto por elas. E faço-o dia a dia, neste meu diário.
Se fosse livro, teria mais de trinta cinco mil páginas
... PRESIDENTE DA FÁBRICA DE PRODUZIR RICOS...
... E SEM UMA PALAVRA SEQUER PARA SE REFERIR AOS HUMILHADOS E OFENDIDOS
Esta entrevista foi feita há cerca de cinco anos mas prevejo que neste mandato as coisas vão continuar como então!
«Mónica é uma pessoa tão extraordinária que consegue simultaneamente: ser boa mãe de família, ser chiquíssima, ser dirigente da «Liga Internacional das Mulheres Inúteis», ajudar o marido nos negócios, fazer ginástica todas as manhãs, ser pontual, ter imensos amigos, dar muitos jantares, ir a muitos jantares, não fumar, não envelhecer, gostar de toda a gente, gostar dela, dizer bem de toda a gente, toda a gente dizer bem dela, coleccionar colheres do séc. XVII, jogar golfe, deitar-se tarde, levantar-se cedo, comer iogurte, fazer ioga, gostar de pintura abstracta, ser sócia de todas as sociedades musicais, estar sempre divertida, ser um belo exemplo de virtudes, ter muito sucesso e ser muito séria.Tenho conhecido na vida muitas pessoas parecidas com a Mónica. Mas são só a sua caricatura. Esquecem-se sempre ou do ioga ou da pintura abstracta. Por trás de tudo isto há um trabalho severo e sem tréguas e uma disciplina rigorosa e constante. Pode-se dizer que Mónica trabalha de sol a sol.De facto, para conquistar todo o sucesso e todos os gloriosos bens que possui, Mónica teve que renunciar a três coisas: à poesia, ao amor e à santidade.A poesia é oferecida a cada pessoa só uma vez e o efeito da negação é irreversível. O amor é oferecido raramente e aquele que o nega algumas vezes depois não o encontra mais. Mas a santidade é oferecida a cada pessoa de novo cada dia, e por isso aqueles que renunciam à santidade são obrigados a repetir a negação todos os dias.Isto obriga Mónica a observar uma disciplina severa. Como se diz no circo, «qualquer distracção pode causar a morte do artista». Mónica nunca tem uma distracção. Todos os seus vestidos são bem escolhidos e todos os seus amigos são úteis. Como um instrumento de precisão, ela mede o grau de utilidade de todas as situações e de todas as pessoas. E como um cavalo bem ensinado, ela salta sem tocar os obstáculos e limpa todos os percursos. Por isso tudo lhe corre bem, até os desgostos.(...)»