30 junho, 2010

6 Meses de trabalho gourmet, para você... (o meu balanço)

Com pequenos cubos de experiência e saberes concentrados
Tenho preparado bebidas coloridas e frescas
Com sabores muito, pouco ou suavemente avinagrados


Iniciei esta minha actividade em 31 de Dezembro do ano passado. No primeiro mês, para 36 drinks postados apenas 10 comentários...
Apurei o marketing e a produção com labor e persistência
Fiz campanhas
com imaginação e manhas.
Fiz ofertas, sem perder coerência

O meu projecto, acto de cidadania, está para ficar
Em Junho, que agora finda, 40 textos mereceram 364 comentários
Que mais me pode incentivar?

A minha iniciativa mais querida, tem nome de deusa, Thémis, e a forma de selo. Foram muitos o que estão fazendo por merece-lo.
Bateu o recorde com 22 comentários e criou uma pequena onda de seguidores solidários. Ainda espero que se transforme em vaga...

Desse bálsamo, resolvi guardar-lhe a essência, numa pequena garrafa...


VOU FAZER UMA CURTA AUSÊNCIA. 10 DIAS... TENHAM PACIÊNCIA!
(apenas irei interromper para cumprir algumas promessas em atraso)

29 junho, 2010

Nuestros hermanos 1 - Nosotros 0 (O pai do Duarte não o deixa jogar nos quartos...)

Desta vez a nossa selecção, contrariamente aos meus netos, não entendeu a minha táctica. Nas minhas palestras aos netos, as minhas palavras de ordem foram: nada de os considerarem nossos irmãos, nada de medos nem de intimidações familiares, nada de lhes dar o controlo do jogo. Não liguem aos meteorologistas, nem que chova picaretas em brasa, nada de chapéus de chuva, que só empatam... Mas a selecção, não só não percebeu, como esqueceu a lição de Saramago!

No fim do jogo, como é costume, os meus netos assaltaram-me com um milhão de perguntas:
  • Marta (13 anos) - , porque é que a selecção teve medo e não fez o que ensinaste?
  • Miguel (11 anos, irmão da Marta) - Claro que fez! Só que não deixou os chapéus de chuva no balneário ...
  • Duarte (6 anos, o tal lourito) - O meu pai não nos deixa jogar nos quartos.... Mas nunca falou em quartos-final...
  • Diogo (1o meses, o tal "ranhosito") - Tá, tá, tá, bummmm?
  • Eu - Não tá bummmm, tá pum!

NOTA FINAL: INTELIGENTES COMO SÃO, OS MEUS NETOS VÃO PERCEBER QUE O QUE SE PASSOU ATÉ AQUI, FOI APENAS FUTEBOL. COMO IRMÃOS, A MARTA E O MIGUEL, DEVEM ENTENDER-SE. O DUARTE NÃO DEVE JOGAR NOS QUARTOS E QUANTO AO DIOGO, ELE VAI CRESCER E APARECER...

28 junho, 2010

O G - 20 e a "Nova Ordem Mundial"

O Mundo continua sob os desígnios de um G.

- G de guerras, pressão das armas automáticas G3.

- G de grupo, pressão dos G8. Ou seja, dos oito países mais ricos do Mundo...

- G de gato escondido com o rabo de fora. Isto é, grupo dos oito países mais ricos, onde se tolera que outros 12 pensem que podem influenciar as decisões dos mandões (a ONU deixa de contar para o quer que seja)...

Os jornais de hoje dão conta de que a reunião dos G-20, em Toronto, terá corrido muito bem. Quer dizer: TUDO FICARÁ NA MESMA...

Tenho então que dar voz aos apelos de BONO e da ALICIA KEYS

AVISO - Se é impressionável, limite-se a ouvir. As imagens são chocantes

27 junho, 2010

"Geração wikipedia"

Quanto li o post colocado há dias no “vox nostra” com o sugestivo título “Geração Wikipedia pensei que talvez se as escolas falassem um pouco mais de Bento Jesus Caraça nos ternos, com a terna admiração e com o respeito com que dele falava José Gomes Ferreira, as coisas fossem diferentes. Se isso acontecesse, as notas de Matemática iriam certamente traduzir amor pelos números e contas… Sei que pedir aos professores do meu país, que imitem o meu poeta, é pedir muito. Mas pelo menos dêem a conhecer aos vossos alunos o texto que vos dou deixo:

Bento de Jesus Caraça (matemático) / José Gomes Ferreira (poeta)

“O verdadeiro poeta era ele”

"O adjectivo fascinante, embora já com o brilho muito gasto de tanto uso desatento, ainda me parece ser o mais próprio para definir a personalidade de Bento Caraça.
Camponês mal escondido no quotidiano da cidade, lábios estreitos para tornar as palavras voluntárias, sempre que encontrava alguém de quem gostava, lançava para o mundo a ponte do seu sorriso inteligente - e saudava-me:
- Olá, poeta!
Entre nós havia esse pacto de convívio. Ambos representávamos - actores provisórios do Eterno Diálogo das duas linguagens, tão desiguais por fora, mas afinal tão misteriosamente enlaçadas: a matemática e a poesia.
Eu simulava o poeta anarquista, refilão, desordeiro, imprecador. Ele, o homem que se fingia pasmado com a minha fantasia à solta.
Para isso bastava-me repetir as brincadeiras do costume, algumas - vamos lá - bem pouco originais. Descrevia-lhe, com pormenores de ocasião, as minhas invenções mais recentes: a máquina de fabricar angústia, as bigornas de prata irreal onde se forjavam estrelas para substituir as que iam secando no céu, os Altos Fornos de fundir coisa nenhuma…
- Oh! este poeta! Este poeta!
E ria, feliz por haver imaginação no mundo, arte, música, poetas desordenadores da vida parva…
Mas quando nos separávamos - coisa curiosa - eu sentia que o verdadeiro poeta era ele. Aquele homem superior onde sempre encontrei apenas um único desejo de missão: o de viver como se cumprisse um acto poético.
E cumpriu."

(Artigo de JGF, publicado na Seara Nova, nº 1472, Junho de 1968)

PS- No caminho entre "Duas Culturas" esqueci estes nomes... Imperdoável!