29 maio, 2025

E O PAPA FRANCISCO TAMBÉM VAI ESTAR NO MEU TEATRINHO


Sim, estará nas palavras que deixou escritas e serão a deixa para que uma convidada para a mesa-redonda pegue nela. Ora leia:

7. Desafios para a educação*

O desenvolvimento duma tecnologia que respeite e sirva a dignidade humana tem implicações claras para as instituições educativas e para o mundo da cultura. Ao multiplicar as possibilidades de comunicação, as tecnologias digitais permitiram encontrar-se de novas formas. Todavia continua a ser necessária uma reflexão contínua sobre o tipo de relações para onde nos estão encaminhando. Os jovens estão a crescer em ambientes culturais impregnados de tecnologia, o que não pode deixar de pôr em causa os métodos de ensino e formação.

A educação para o uso de formas de inteligência artificial deveria visar sobretudo a promoção do pensamento crítico. É necessário que os utentes das várias idades, mas principalmente os jovens, desenvolvam uma capacidade de discernimento no uso de dados e conteúdos recolhidos na web ou produzidos por sistemas de inteligência artificial. As escolas, as universidades e as sociedades científicas são chamadas a ajudar os estudantes e profissionais a assumir os aspetos sociais e éticos do progresso e da utilização da tecnologia.

A formação no uso dos novos instrumentos de comunicação deveria ter em conta não só a desinformação, as notícias falsas, mas também a recrudescência preocupante de «medos ancestrais (...) que souberam esconder-se e revigorar-se por detrás das novas tecnologias». [13] Infelizmente, encontramo-nos mais uma vez a combater «a tentação de fazer uma cultura dos muros, de erguer os muros (…), para impedir este encontro com outras culturas, com outras pessoas» [14] e o desenvolvimento duma coexistência pacífica e fraterna.

 * Para leitura integral do texto ver https://www.vatican.va/content/francesco/pt/messages/peace/documents/20231208-messaggio-57giornatamondiale-pace2024.html

27 maio, 2025

A FISÍOLOGIA DO CÉREBRO FACE AO USO INTENSIVO DO TELEMÓVEL

REQUISITOS DE LEITURA DESTE POST: Em primeiro lugar o leitor deverá ler só depois de olhar atentamente as imagens. Em segundo, é importante (mas não indispensável) que aceite que cada cérebro é aquilo que a comunidade dos relacionamentos próximos e mais envolventes determina que seja. Um terceiro requisito, implica que o leitor admita, ainda que remotamente, que todos os cérebros e os seres ao quais pertencem, nascem iguais e que as anormalidades aparecem depois e dependem de outras anormalidades envolventes...

Duas Rogériografias em confronto: a de um anormal, da direita (salvo-seja) com a minha
(sempre do lado esquerdo de qualquer coisa).
Observe as notórias diferenças numa visão geral, antes da minha explicação

VISÃO GERAL - As imagens acima, são o resultado de "rogériografias" ampliadas dos cérebros de indivíduos adultos. Duas grandes zonas (hemisférios), por onde proliferam os tais processos de alto e de baixo nível são comuns aos dois cérebros, mas existem dissemelhanças: O cérebro do gajo da direita tem processos ocultos no hemisfério da esquerda (zonas tapadas) que assumi representarem processos sem nível nenhum. O hemisfério direito, tem assinalados processos interditos. São interdições que antes existiam em actividades de cérebros de tenra idade mas à medida que a tecnologia se banaliza se regista igualmente em muito cérebro adulto.

ANÁLISE DETALHADA DO HEMISFÉRIO DIREITO - Nesta "Rogériografia" as várias interdições assinaladas podem ser totais (nenhuma actividade permitida) parciais ou intermitentes, isto é, umas vezes estão, outras não. Vejamos cada uma delas:
  • Interdição de acompanhar, conviver ou socializar (par de bonequinhos, na região frontal) - o adulto tem a anormalidade de só o fazer de forma muito selectiva com a classe a que pertence. Desde cérebro jovem que lhe são reprimidas "más companhias" e grandes conversas com cérebros que não sejam similares aos do agrupamento onde este cérebro se desenvolve;
  • Interdição de ver em volta -Este cérebro é muito viajado. Alguns que analisei registam viagens desde muito pequeninos. Contudo, olham sem que tenham autorização para ver. Usam o "o telescópio" (representado na imagem) desde que não vejam e guardam do Mundo a visão do bilhete postal, muito animadas por reels apropriados à galhofa.
  • Interdição de ler para conhecer - Leituras só as indispensáveis para progredir nos estudos e em temas obrigatórios. Estes cérebros manifestam sérias dificuldades em saber quantos Cantos tem "Os Lusíadas", confundem autores (Thomas More com Thomas Mann) e nutrem uma relutância enorme por outros (com Saramago em grande destaque)...
  • Interdição na comunicação com o hemisfério esquerdo - É, em qualquer cérebro, um processo crítico. Contudo, estes anormais registam fortes intermitências nesta função. Assim, este hemisfério deixa de ser alimentado regularmente por processos que resultam da aprendizagem lúdica, da observação do Mundo, convívio com os outros e do saber dos livros...

ANÁLISE DETALHADA DO HEMISFÉRIO ESQUERDO - Dispenso-me de o fazer. A imagem vale mais que mil palavras. Só uma chamada de atenção: Os poucos processos que aí se encontram desenvolvidos são do mais alto nível que a "Rogériografia" é capaz de captar. Talvez por isso estes anormais ocupem cargos também de elevado nível.

DESAFIO AO LEITOR

Para além dos comentários que queiram fazer, desafio a que identifiquem grupos sociais portadores deste cérebro anormal. Deixo ainda o desafiante desafio de, no próximo domingo, ir assistir ao meu teatrinho.

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NOTA: esta publicação, sendo antiga, foi devidamente actualizada


24 maio, 2025

O MEU TEATRINHO VAI, ENFIM, SUBIR AO PALCO



“QUANDO A CABEÇA NÃO TEM JUÍZO, 
O FUTURO É QUE PAGA”
Autor: Rogério Pereira / Encenação: Nuno
Sinopse: O tema da peça liga-se com a crescente dependência do uso do telemóvel. No decurso da representação são lançados teatrais alertas, ao som de uma conhecida composição de António Variações, sobre os efeitos de tais dependências e, também, sobre a necessidade de se incrementarem hábitos de leitura. Sobre este relevante aspecto, serão lidos em palco extratos de um livro de contos para crianças (da autoria, também, de Rogério Pereira) e do conto “A Maior Flor do Mundo” de José Saramago (Prémio Nobel da Literatura).
A peça desenvolve-se, num primeiro ato, no pátio de recreio entre crianças, sendo estas representadas por fantoches e, num segundo ato, no decorrer de uma refeição em família, representada por atores amadores que fazem parte do elenco do GTNM.
No decorrer da peça, cuja duração é estimada em cerca de 40 minutos, há frequentes momentos de interação com o público.
No final da peça, após descida do pano, haverá debate com professores e psicólog@s convidados.