07 março, 2015

Apecia-me falar de um 94º aniversário mais directamente. Ou falar-vos hoje das ruas, que se encheram de gente... Contudo, descobri que há prendas que inadvertidamente surgiram, e aparecem...(sem que muitos se apercebessem)


Da dialética, guardo a imagem de como o homem se tornou gigante e um poema. A mão desenvolveu-lhe o cérebro e este permite-lhe compreender o universo e lutar contra tudo o que à Humanidade é adverso. Parece que relembrando isto não estaria a falar do jornal Público e da escolha, no seu aniversário, destinar mais de 100 páginas para falar do Espaço e do Tempo. Do Espaço e do Tempo, mas escrevendo a redacção que a edição tinha tudo. E não tinha. No tempo, foram colocados os marcos (espaços) ao longo de tantas páginas que ignoram o percurso da marcha humana, da dialética da natureza. Ler mais de 100 páginas é imensa obra para quem o tempo não sobra. 
Contudo, leitura mais atenta permite-me concluir que se era essa a ideia, ela viria a ser traída. Traída por aquilo que qualifico como sendo uma prenda. Refiro-me à entrevista a Vitor Cardoso, cuja leitura recomendo (não desista e vá lendo):

"...Não nascemos escravos de um Universo que já cá estava. Pelo contrário, evoluímos com ele.(...) De qualquer forma, daqui a cerca de 4000 milhões de anos a nossa galáxia, a Via Láctea, vai colidir com outra, a de Andrómeda [e o nosso Sol estará a morrer daqui a 5000 milhões de anos]..." 
 ... e logo me ocorre outra citação que aquela actualiza e reforça
“o mundo forma uma unidade por si mesmo e não foi criado por Deus nem por nenhum homem, mas foi, é e será eternamente um fogo que se acende e se apaga de acordo com as leis [da dialética]”
Não admira que Baltasar Sete Sóis ajude Vitor Cardoso a construir sonhos...