22 março, 2015

Geração sentada, conversando na esplanada - 86 ("vemos, ouvimos e lemos/não podemos ignorar")

(ler conversa anterior) 
«...não ouvem, não vêem, não falam e quando falam não sabem».

«Vemos, ouvimos e lemos / Não podemos ignorar»


Todos estavam como se a Primavera estivesse presente, mas o sol mostrou-se pouco colaborante... a manhã não estava a correr de feição, nem para o cão. O senhor engenheiro atrasara-se e os bolos estavam já esgotados. O último, aquele que estaria destinado ao rafeiro, uma das professoras o comprara e o que se passou a seguir entraria para a história da esplanada. Quando a professora se preparava para a primeira dentada, o cão entrou não se sabe se em pranto se em uivo de reclamação e só se calou depois de obter seu quinhão. Depois, recompensado, recolheu-se debaixo de uma cadeira para não mais se ouvir, nem ver, a manhã inteira.
Ficamos depois a comentar se o que tínhamos assistido não seria uma metáfora ao vivo...
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Actualizado, pelo comentário deixado pelo Bruno:
«O cão, ao contrário de muitos outros mamíferos, primatas inclusive, conhece e pratica a máxima: "quem uiva nem sempre ganha, mas quem não uiva perde sempre". »