17 fevereiro, 2017

A imprensa, necrofóbica, detesta cadáveres políticos. Por isso fala insistentemente deles, como se estivessem vivos

Juro que não tenho andado afastado deste meu espaço por ter andado ocupado na leitura de um livro. Ligo mais aos vivos e nunca os confundi com zumbis. A imprensa, essa, não se cansa em ir colocando na agenda, coisas mortas, como se tivessem vivas. Primeiro um tema morto, que a imprensa dia a dia ressuscita. Fala, fala, fala e não despega a ponto da minha Teresa ir exclamando, a cada horário nobre televisivo, "Que enjoo!"
Depois vem aquela coisa do tal livro em que um cadáver político desanca no outro, também politicamente, já falecido.
E se falássemos antes da actualidade ligada ao que ambos terão deixado por legado?