13 fevereiro, 2017

«Não aos monólogos, sim à interacção!» falando, como se fala, da sala de aula, diria que vem aí a utopia


Se vasculharem lá no meu baú, encontrarão, com a etiqueta "Educação e jovens", mais de centena e meia de posts. Tem lá de tudo, desde a violência entre alunos até à violência exercida sobre eles, o que me terá levado a usar grosseiro vernáculo, com a exclamação "que merda é essa?". 
No entanto, os temas por mim desenvolvidos ao longo dos últimos seis anos têm maior incidência em práticas louváveis ocorridas em escolas portuguesas e que se aproximam do, para muitos de nós utópico, modelo finlandês. 
E sobre a utopia, dizia-me um amigo, deixando no seu texto, inequívocos testemunhos :
Há quem embirre com as utopias. O que é um pouco como achar que os sonhos são inúteis. Aí estão duas escolas em que o sonho está já transformado em vida.
Das vezes que falei deste assunto, da educação e destas duas experiências portuguesas da Voz do Operário e da Ponte, foi como tentar explicar o que é um oceano a quem só viu um charco de água. Falar deste assunto sempre foi muito complicado, excepto quando tive oportunidade de mostrar previamente alguns desses links e vídeos postados.
Vem a propósito disto, referir uma notícia do "Público" no jornal do passado domingo onde pré-anunciava ir passar a existir um novo perfil de competências para os alunos, que tal implicará alterações de práticas pedagógicas e didácticas, passando por recentrar o lugar do aluno na aprendizagem.
Falava o texto em se ir criar na escola “espaços e tempos para que os alunos intervenham livre e responsavelmente” e também promovendo, “de forma sistemática, na sala de aula e fora dela, actividades que permitam ao aluno fazer escolhas, confrontar pontos de vista, resolver problemas e tomar decisões com base em valores”. 
Tudo isto para que os alunos passem a ser capazes, entre outras vertentes, “de ouvir, interagir, argumentar, negociar e aceitar diferentes pontos de vista, ganhando novas formas de estar, olhar e participar na sociedade”.

Aproxima-se, então, a mudança necessária. Que "mude, mas que comece devagar, porque a direcção é mais importante que a velocidade."  

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Como o link à Escola da Ponte não funcionava o Bruno trouxe-me um vídeo alternativo