11 abril, 2017

100 milhões ligados, num jogo onde a próximidade com a realidade não é nada inocente. Cada jogador é um potencial recruta...


Ele joga. Joga noite fora. Se alguém entra, ele cumprimenta. Cumprimenta com um sorriso e um monossílabo, pois cada segundo conta, na ânsia de regressar ao jogo.
Com ele estão mais 100 milhões ligados.Tremo.
Bato uma foto e fujo. Penso em ir investigar saber o que estão a jogar. Tremo.
Desisto de fazer o download do jogo, de o analisar por dentro, de lhe perceber a lógica e de avaliar o efeito no comportamento.
Desisto pois não é preciso ir tão longe para perceber.

Quanto aos efeitos nessa multidão de jovens, ninguém está em condições de avaliar. Sendo mais que certo que são tremendos. O texto seguinte arrepia (e o que lá ficou não arrepia menos):

«Como uma resposta direta a crescente instabilidade física e política do mundo, os principais feiticeiros de Valoran – incluindo diversos invocadores poderosos – chegaram à conclusão de que os conflitos deveriam ser resolvidos de uma maneira controlada e sistemática. Eles formaram uma organização chamada League of Legends, cujo propósito era supervisionar a resolução organizada dos conflitos políticos em Valoran. Instalada no Instituto da Guerra, a Liga teria a autoridade conferida pelas entidades políticas de Valoran para governar os resultados dos conflitos organizados que eles administrariam.»