04 maio, 2026

AINDA SOBRE O DIA DA MÃE (ou A dramática redução da natalidade e uma mão cheia de razões para explicar porque anda arredada a cegonha de tantos jovens casais)



Nos últimos tempos, e ainda agora, o tema da redução dramática da natalidade tem andado pelas páginas dos jornais sem que por lá ande, como devia, a reflexão sobre as causas. Proponho-me a isso, mesmo que não creia que as cegonhas sejam uma espécie em extinção, razão que basta para encontrar outras razões, que não essa.

Aqui vai uma mão cheia de razões:


Primeira: ser jovem casal hoje não é pera doce

«Num país com poucas crianças, um dos debates que importa fazer, entre outros naturalmente, é como vivem hoje as novas famílias.

De acordo com os últimos Censos (2011), existem 1 572 329 crianças até aos 14 anos, um número reduzido, conforme o que tem sido dito, para uma população de 10 562 178 de habitantes.
Podemos falar da situação das crianças sem falar da situação da nova geração de pais?
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Isto escrevi eu já lá vão oito anos, em junho de 2018, vá lá. Leia. Actualize os dados.

6 comentários:

  1. Não é pera doce e está cada vez pior!

    Abraço

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    1. Dizes bem! Mas eu diria que está bem pior!

      Abraço nada resignado

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  2. O modelo conhecido como "os três Ks" (Kinder, Küche, Kirche — crianças, cozinha e igreja) ficou no passado. Hoje, o papel da mulher é definido por ela mesma, ocupando espaços de liderança, ciência, artes e onde mais desejar. Essa mudança trouxe mais liberdade, mas também novos desafios, como a busca pelo equilíbrio entre a vida profissional e pessoal.

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    1. Modelo esse, bem longe do nosso... Peço-te que actualizes estes dados:

      "Hoje, (8/6/2018) os portugueses entre os 25 e os 34 anos, apesar de serem aqueles com maior nível de formação profissional e superior, são mais afectados pela precariedade e baixos salários. A sua média salarial foi a que mais baixou , dos 794 euros registados em 2008 para os atuais 757 euros, de acordo com os dados do Inquérito ao Emprego.

      Foi de resto o único segmento etário cujo salário médio recuou desde o ano passado quando os outros melhoraram, mesmo que levemente (13 euros), com a reposição de alguns dos direitos laborais.
      Com as preocupações inerentes à degradação das condições laborais e sociais, que tempo de qualidade é passado por estas famílias com a agravante dos; horários laborais que existem? Como é que o seu desenvolvimento e a sua saúde são tratados? Como é ocupada a infância e quais as consequências destes fatores na sua vida diária, no futuro das crianças e, consequentemente, do país?

      Quando entramos novamente nos indicadores, vemos que Portugal está em 33.º lugar entre os 41 países da OCDE no que diz respeito às desigualdades e acesso a apoio social para as crianças, de acordo com o Relatório da UNICEF de 2015."

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  3. Um tema complexo, envolvendo várias razões.

    Um é o que referes.

    Abraço, bom resto de semana :)

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  4. Tens razão... são muitos...
    Mas este, que até tende a agravar-se, é determinante!
    Abraço entristecido

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