Oui, je suis, por tudo o que se diz aqui
06 fevereiro, 2015
05 fevereiro, 2015
Diário de um eleito - 15 (O PS não nos ajuda nem pouco nem muito a mudar o Mundo)

Disse no outro dia ao miúdo que mudar o Mundo não custa muito e com tal dito não o enganava pois acrescentava que o problema era o tempo que levava. Era um incentivo. Digo hoje que o tempo necessário para mudar tende para infinito. É que o PS não ajuda nem pouco muito nem muito a mudar o Mundo. Eu explico. Na escala de um município podemos representar o todo nacional. Falemos de Oeiras. Por cá, no Poder Local, vão estando os partidos do tal "arco do poder", por cá estão os "independentes" umbilicalmente ligados ao "isaltínico" caudilho, por cá estão os processos embrulhados e as trapalhadas, por cá estão as parceria público privadas.
Isto é, por cá está tudo o que se passa no resto do Mundo. Embora sabendo isso, não desisto.
Em Assembleia recente (Dezembro do ano passado), perante uma proposta de deliberação apresentada pela bancada socialista, eu carrego no botão da aparelhagem que me amplia a voz e anuncio: "a CDU sobrescreve a proposta do PS". A discussão foi acalorada mas a proposta não passou, foi chumbada. O texto rezava, entre outros pontos:
Isto é, por cá está tudo o que se passa no resto do Mundo. Embora sabendo isso, não desisto.
Em Assembleia recente (Dezembro do ano passado), perante uma proposta de deliberação apresentada pela bancada socialista, eu carrego no botão da aparelhagem que me amplia a voz e anuncio: "a CDU sobrescreve a proposta do PS". A discussão foi acalorada mas a proposta não passou, foi chumbada. O texto rezava, entre outros pontos:
1.Lamentar a falta de confiança que o município de Oeiras tem nas freguesias e nos eleitos das freguesias do concelho;...
4.Recomendar à Assembleia Municipal de Oeiras que exija da Câmara Municipal o cumprimento da lei e o consequente aprofundamento do quadro de Delegação de Competências e de Contratos Interadministrativos propostos, fazendo-o acompanhar dos recursos humanos e financeiros necessários à assunção das competências a transferir;
Entretanto e porque esta coisa da delegação de competências é mesmo coisa que mexe com o bem
estar de quem nos elege, fez a CDU contas que ninguém contesta. Algumas estão no quadro aí ao lado. Compara Oeiras com outros lados e ilustra razões da concordância anterior. A Câmara transfere para as freguesias valores que as deveriam envergonhar se vergonha tivessem as maiorias que as gerem.
estar de quem nos elege, fez a CDU contas que ninguém contesta. Algumas estão no quadro aí ao lado. Compara Oeiras com outros lados e ilustra razões da concordância anterior. A Câmara transfere para as freguesias valores que as deveriam envergonhar se vergonha tivessem as maiorias que as gerem.
Ontem, do outro lado, no extremo do concelho, numa Assembleia (em Algés) a bancada do PS agarrou-se ao quadro e despendeu argumentos de porque assim, de porque assado, e que a verba a transferir era um enxovalho. Chegado o momento da votação, pimba, PS vota abstenção!!!
Em telefonema esta manhã, um camarada e amigo desabafaria: "Outra abstenção violenta, tanta incoerência não se aguenta!"
03 fevereiro, 2015
Mundar o Mundo não custa muito, leva é tempo...
"Vó, o avô ainda hoje não foi para o computador!"
Interrompi o que estava a fazer não por estar surpreendido com a observação mas por me lembrar que estava em falta com todos os que se habituaram à minha presença. Mas o Diogo merecia resposta:
"O avô está a ler, a estudar a melhor forma de mudar o Mundo!"
"E custa muito?"
"Custar não custa leva é tempo! Quando cresceres até podes ajudar!"
"Mas já tenho 5 anos... queres ver o que eu já sei fazer?"
E eu fiquei a ver.
02 fevereiro, 2015
Poesia (uma por dia) - 73
Biografia
Sonho, mas não parece.
Nem quero que pareça.
É por dentro que eu gosto que aconteça
A minha vida.
Íntima, funda, como um sentimento
De que se tem pudor.
Vulcão de exterior
Tão apagado,
Que um pastor
Possa sobre ele apascentar o gado.
Mas os versos, depois,
Frutos do sonho e dessa mesma vida,
É quase à queima-roupa que os atiro
Contra a serenidade de quem passa.
Então, já não sou eu que testemunho
A graça
Da poesia:
É ela, prisioneira,
Que, vendo a porta da prisão aberta,
Como chispa que salta da fogueira,
Numa agressiva fúria se liberta.
Miguel Torga, in "Antologia Poética", D.Quixote
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