13 julho, 2025

E, NUMA SESSÃO ASSIM, MEMÓRIAS TIDAS E VIVIDAS EM TERRAS DE ANGOLA, VIERAM ATÉ MIM...


Foi ontem, na Biblioteca Municipal de Cascais, que assisti emocionado a tão poética sessão. As fotos (que me foram enviadas pelo Carlos Ricardo) jamais poderiam traduzir desempenho e som assim...
... e as memórias, tidas e vividas por terras de Angola, vieram até mim...



12 julho, 2025

O MEU "TEATRINHO" VAI FICAR ENRIQUECIDO...


Por vezes nem preciso procurar, são as boas notícias que vêm ter comigo. Eu explico. De vez em quando vou ao WhatsApp, onde tenho muitos contactos, e lá, as novas mensagens se encontram assinaladas. Hoje, num grupo em que milito, estava assinalado este vídeo. A ela apenso vinha o seguinte texto:

"O filme egípcio "O Outro Pai", com apenas 2 minutos e 31 segundos de duração, ganhou o prêmio de melhor curta-metragem em um festival de cinema. O diretor tem 20 anos. O filme mostra como as pessoas se isolam na tecnologia e esquecem uma das melhores coisas da vida, a convivência humana com amor e fraternidade. Esse vídeo é sublime! Por favor, assista!!!!* Vídeo adorável. Ainda bem que o repetimos em todos os lugares. Vamos fazer o nosso melhor para não perder esse vínculo, fazer a sua parte todos os dias, em todos os espaços de nossas vidas (casa, trabalho, reuniões entre amigos, etc...)".

Já tomei a decisão de este filminho vir a encerrar as futuras representações da minha peça. Lembram-se que já vos falei dela?

11 julho, 2025

A ETERNA CRISE COM OS DENTES AFIADOS...


“Soneto exposto”
(ou uma certa ideia de memória do país)
O desengonçado trânsito cavernícola.
A eterna crise com os dentes afiados.
Um país de paisagens marítimas e vinícolas,
em que uns são filhos e outros enteados.
O recorte da serra na distância.
Os pardais semoventes sobre as praças.
Alguns homens sombrios com a ânsia
de não serem roídos pelas traças.
O redil organizado como um caos.
Uns quantos menos bons e outros muito maus.
Uma planície, uma cidade, um chaparral.
E em volta disto o mar, sempre indiferente
do que queira ou não queira a sua gente.
E fica no soneto exposto Portugal.
Amadeu Baptista
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Poema "roubado" ao Cid Simões


10 julho, 2025

SÓ MIA COUTO FOI CAPAZ DE ACRESCENTAR VALOR AO MEU POEMA! ORA OIÇA, VEJA E LEIA!


 O MEDO

(versão actualizada em 2020)
Rir? Sorrir?
Sorrir de um medo?
Desse medo
que resulta
do nosso próprio enredo?
Em criança, nesse tempo
o medo fazia parte do crescimento
Vencíamos o medo, íamos crescendo
Hoje, ao certo, não sei definir o medo
Só sei que gostaria
que o medo pudesse ser
qualquer coisa de tangível,
de apalpar, de cheirar e de se ver
E se o fosse, que fosse redondo,
que ao rolar o fizesse com estrondo
E que se tivesse cheiro,
que fosse o do sebo salazarento
E que ao tacto se sentisse a impressão
do fogo vivo das fogueiras da inquisição
Depois, o medo podia ser apontado
e, sei lá, esmagado ou até cortado

Ver-se-ia que o medo
Não tendo nada dentro
Se libertaria o Mundo
deste medo tão profundo
Rogério Pereira