06 outubro, 2017

O Conselho Português para a Paz e Cooperação saúda, e eu também!

Nobel da Paz 2017
Pela Abolição das Armas Nucleares
«O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) saúda a atribuição do Prémio Nobel da Paz à Campanha Internacional pela Abolição das Armas Nucleares (ICAN, na sigla em inglês) e considera que esta representa um incentivo à acção de todos quantos intervêm pela abolição das armas nucleares, pelo desarmamento, pela paz.
Não esquecendo a controvérsia que rodeou a atribuição do Prémio Nobel da Paz noutros momentos, para o CPPC esta atribuição contribui para dar ainda mais força à legítima exigência e aspiração dos povos e do movimento da paz por um mundo livre de armas nucleares e, consequentemente, da ameaça do holocausto nuclear – exigência e aspiração que teve no Apelo de Estocolmo, promovido no início dos anos 50 pelo Conselho Mundial da Paz, a sua primeira e grande expressão ao nível mundial.

Na actualidade, a exigência da abolição das armas nucleares e da sua não-proliferação, do desanuviamento das relações internacionais, do desarmamento universal, simultâneo e controlado, da paz, adquire uma ainda maior importância.

72 anos após o horror de Hiroshima e Nagasaki, o número de armas nucleares existente no mundo – quase 15000 ogivas – e a sua capacidade de destruição significariam, se utilizadas, uma imensa devastação e o extermínio da Humanidade.

O CPPC recorda a adopção, no passado dia 7 de Julho nas Nações Unidas, do Tratado pela Proibição das Armas Nucleares, entretanto aberto à subscrição a partir de 20 de Setembro, tendo sido já assinado por 53 países.
Neste âmbito e no passado dia 26 de Setembro – Dia Internacional para a Abolição das Armas Nucleares, o CPPC tomou a iniciativa de lançar a petição “Pela assinatura por parte de Portugal do Tratado de Proibição de Armas Nucleares - Pela paz, pela segurança, pelo futuro da Humanidade!” (http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=nao-armas-nucleares), e que nesta ocasião convida todos os amantes da paz a subscreverem e a divulgarem.»

6 de Outubro de 2017
Direcção Nacional do CPPC

Pela assinatura por parte de Portugal do Tratado de Proibição de Armas Nucleares - Pela paz, pela segurança, pelo futuro da Humanidade!

Para: Às autoridades portuguesas

As armas nucleares são a mais grave ameaça que pende sobre a Humanidade, pois a sua utilização provocaria a morte e destruição generalizadas e libertaria radiação que deixaria sequelas ao longo de décadas;

A dimensão e potência dos arsenais nucleares actualmente existentes e a crescente tensão que marca a situação internacional colocam com acrescida urgência a exigência do desarmamento nuclear – questão essencial para salvaguardar a paz, a segurança e a própria sobrevivência da Humanidade;

No dia 7 de Julho de 2017 foi adoptado o Tratado de Proibição das Armas Nucleares pela conferência das Nações Unidas para negociar um instrumento legalmente vinculativo que proíba as armas nucleares, levando à sua eliminação total – objectivo partilhado pelos 122 Estados promotores, dando expressão à aspiração dos povos de um mundo livre de armas nucleares;

O Tratado de Proibição das Armas Nucleares está aberto à assinatura e ratificação pelos diferentes Estados-membros das Nações Unidas desde 20 de Setembro de 2017;

Defendendo que Portugal, no respeito do espírito e letra da Constituição da República Portuguesa – que se posiciona pelo «desarmamento geral, simultâneo e controlado» –, deve estar do lado da paz e das iniciativas que a promovem, como o Tratado de Proibição de Armas Nucleares, iniciativa no âmbito das Nações Unidas;

Profundamente preocupados com as catastróficas consequências que resultariam de um qualquer uso de armas nucleares e reconhecendo a consequente necessidade de as eliminar completamente, como a única forma de garantir que as armas nucleares nunca mais serão usadas em nenhuma circunstância,

Pela paz, pela segurança, pelo futuro da Humanidade, os subscritores desta petição:

-expressam a exigência da eliminação das armas nucleares e da sua não proliferação;

-manifestam a sua satisfação pela adopção do Tratado de Proibição das Armas Nucleares no âmbito das Nações Unidas;

-reclamam das autoridades portuguesas a assinatura e ratificação do Tratado de Proibição das Armas Nucleares, em respeito pelo consagrado no artigo 7.º da Constituição da República, que preconiza o «desarmamento geral, simultâneo e controlado».