06 outubro, 2011

Steve Jobs

Era eu muito novo, talvez tivesse 17 ou 18 anos, talvez mais, mas menos de vinte, quando dei por mim a jurar a mim próprio:

"Eh pá, sempre que firmes uma ideia ou um ideal ou uma convicção não a assumas sem ouvir o seu contrário ou, pelo menos, o outro lado da questão. E lembra-te, uma coisa boa só o é se for partilhada ou por todos usada."

Levei isso a peito em tudo, a começar pelas leituras que fazia. Uma delas, um livro da Europa América, editava na colecção Encontros Internacionais de Genebra, um conjunto de comunicações e para cada uma delas o diálogo entre os convidados. O que estava em questão era o desfasamento entre os progressos, isto é: a falta de "pedalada" da Moral para dar como adquiridas as vantagens para a TODA humanidade do Progresso Tecnológico e Cientifico. Esta questão não é separável da das desigualdades sociais e da distribuição da riqueza.
Vem tudo isto a prepósito da morte, hoje, de Steve Jobs. Morreu um homem que a Humanidade irá justamente lembrar. Pena da minha incerteza de que ainda estejam por nascer aqueles que irão possibilitar o acesso, a toda a gente, aos inventos que Jobs nos deixa.


A palavra dita e escrita
rende homenagem
a quem tanto pugnou
para que se tornasse mensagem
Passa ela a partir de sua morte
a desejar, a si própria, melhor sorte
e que todo o software disponível
do mais sofisticado ao acessível
impeça o caminho à palavra abastardada
e que invalide texto
que porte língua escavacada

-------------------------------------------------------------Rogério Pereira