03 fevereiro, 2013

Algo que há muito já devia ter dito... com ar de quem pede perdão


Tenho os defeitos que me apontam mais aqueles que consigo disfarçar e conter... tenho as virtudes que me reconheço, mais aquelas que dizem eu ter. Até aqui, nada de novo e até todos nós nos vemos mais ou menos assim... 
No "Conversa" não tenho nada a esconder e sempre afirmei estar aqui para desassossegar, por isso não posso levar muito a sério quem discorde deste meu estar... Não é pois sobre este espaço que resolvo vir dizer o que já deveria há muito ter dito. É sobre os comentários que por aí faço... É sobre os escritos deixados... São conhecidos por falta de adjectivos, estilo "que belo" ou "que bonito" e por entrar sem cumprimentar e sair sem me despedir, sem beijar, sem abraçar... São conhecidos por entrarem em espaços que deviam ser respeitados ou, no mínimo, interpretar sinais que devia levar em consideração antes de eu próprio deixar o que, no momento, tenha a dizer.  Contudo, sou assim, nada a fazer. Se tenho que pedir desculpa, teria de pedir desculpa por existir...
Mas há uma coisa de que não me podem acusar: passar ao lado de uma ideia ou emoção no espaço que me é (foi) dado...
"...Ser marginal - sê marginal. Afecta a ti próprio o espaço que é para ti e para ti te foi dado. Na intimidade de ti, na reserva de ti, na pobreza de ti. O mais que viesse e te invadisse o teu espaço, que é que te dava? A ampliação do teu rumor na amplificação alheia dele, seria alheio e não teu. A tua voz é breve, não a amplies ao que não é. E o teu pensar, o teu sentir, o teu ser. Não os sejas mais do que és. E então verdadeiramente serás."
Vergílio Ferreira

02 fevereiro, 2013

O tal poema de Sophia sobre o quadro de Helena...

Imagem, montagem sobre caricatura de Vasco

MARIA HELENA VIEIRA DA SILVA

Minúcia é o labirinto muro por muro
Pedra contra pedra livro sobre livro
Rua após rua escada após escada
Se faz e se desfaz o labirinto
Palácio é o labirinto e nele
Se multiplicam as salas e cintilam
Os quartos de Babel roucos e vermelhos
Passado é o labirinto: seus jardins afloram
E do fundo da memória sobem as escadas
Encruzilhada é o labirinto e antro e gruta
Biblioteca rede inventário colmeia –
Itinerário é o labirinto
Como o subir dum astro inelutável –
Mas aquele que o percorre não encontra
Toiro nenhum solar nem sol nem lua
Mas só o vidro sucessivo do vazio
E um brilho de azulejos íman frio
Onde os espelhos devoram as imagens

Exauridos pelo labirinto caminhamos
Na minúcia da busca na atenção da busca
Na luz mutável: de quadrado em quadrado
Encontramos desvios redes e castelos
Torres de vidro corredores de espanto

Mas um dia emergiremos e as cidades
Da equidade mostrarão seu branco
Sua cal sua aurora seu prodígio.

Sophia de Mello Breyner Andresen

Chiça!... então não é que o Franquelim também tem um cérebro assim?...



Pois!... mas tanto cérebro igual... isto ainda acaba mal...
O Honório (dizem que por ser Novo) esperava/exigia, uma “esperança/exigência” mais do que justificada, que Cavaco Silva se recusasse a dar-lhe posse como membro do governo, mas como seria de esperar, tal não aconteceu. Cérebros parecidos... são amigos.

01 fevereiro, 2013

O cérebro do Salgado já foi explicado... e o do Ulrich é também como já disse...


Há ahs de espanto sobre o que a mim não espanta. O que disse Ulrich não é um deslize. É próprio de um cérebro que estudei e cuja "rogériografia" foi publicada em Agosto de 2010. Esse cérebro é o resultado de seu portador ter trepado como esses tantos outros banqueiros que nos têm governado (há quem ainda pense que são os políticos quem governa...). Por outro lado, entre Ulrich, Salgado e os cérebros que este diz ter admirado, há apenas pequenas variantes. 

Do relatório cientifico que ficou escrito, trago-vos este excerto:
...O ar circunspecto e o porte seguro dos portadores destes cérebros conferem-lhes uma presença credível e séria pelo que aparentam ser um cérebro normal embora não o sendo. 
A inexistência de processos verdes retira a este cérebro qualquer capacidade de produzir alegria e felicidade ao seu redor. Todas as suas manifestações são de aparente bom humor dada a sua elevada capacidade de mistificar comportamentos, mesmo quando está confrontado com as situações mais adversas (...)
Estão na maior. Senhores de elevada capacidade verbal e até com dotes de oratória, ascendem facilmente na carreira chegando, na sua grande maioria a lugares do topo, chega qual for o ramo da actividade ou o sector. Frequentemente tratam os colegas como ferozes concorrentes e, à semelhança de outros cérebros anormais, usam as falsas verdades como patamares de trepadeira mas... arrepiam-se só de pensar que alguém possa comentar que começaram graças a uma valente e influente “cunha”. Gabam-se com frequência da sua brilhante carreira académica. Uns ostentam mestrados, outros até doutoramentos. Fazem-no mesmo quando não possuem mais do que o ensino básico (e conseguem ter crédito)...