03 fevereiro, 2019

Dominical liturgia [citando Sophia] - 4

*Ver aqui  
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Aproveito para dar novas da Maria João. Já saiu dos cuidados intensivos e o seu prognóstico não podia ser melhor...

02 fevereiro, 2019

Venezuela e o que (não) se diz dela! - IV



Depois de um dia vos ter elogiado Pepe Mujica, eis que ele regressa às primeiras páginas daquela imprensa que pela nossa não é citada. Disse ele, dois dias antes do que hoje se passou em Caracas, “Diante da situação…eleições totais dariam uma saída, mas desde que a esta ideia se somasse um monitoramento da ONU”. E disse mais, acrescentou que “negociar é a única forma de evitar a guerra, a única ferramenta que há em política”. Ele alertou ainda que “estão soando fortes os tambores de guerra no Caribe por conta da situação venezuelana e devemos recordar que, nas guerras, morrem geralmente os que não têm responsabilidade nelas”.

Mujica condenou as sanções à Venezuela, que chegaram ao ponto do congelamento de ativos da PDVSA nos Estados Unidos. “Com sanções económicas se castiga os povos e fanatiza os governos”, disse. Disse dois dias antes do que hoje se passou... E o que se passou hoje em Caracas? Passou mais do que aquilo que a nossa imprensa diz ter-se passado. A notícia  é da TelSur, e reza assim o título: 
«Nicolás Maduro ratifica su apoyo a la iniciativa de diálogo de Uruguay, México y la Caricom*»
*Caricom,  comunidade da região das Caraíbas.

Em Matosinhos... Se fui? Claro!, esperava o quê?

01 fevereiro, 2019

Venezuela e o que (não) se diz dela! - III


O presidente francês, Emmanuel Macron, ordena a Nicolas Maduro que não reprima a oposição MAS ELE ESQUECE as 3 300 prisões e os 2 000 feridos ligados à repressão do movimento dos coletes amarelos.
O presidente do governo espanhol, Pedro Sanchez, dá oito dias a Nicolas Maduro para organizar eleições MAS ELE ESQUECE que não está no seu posto senão graças a uma moção de censura e não por eleições livres.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusa Nicolas Maduro de não ser legítimo por o presidente venezuelano foi eleito senão por 30,45% dos inscritos, MAS ELE ESQUECE que apenas 27,20% dos eleitores estado-unidenses o escolheram.

O presidente colombiano, Ivan Duque, grita à “narco-ditadura venezuelana” MAS ELE ESQUECE que 65% da cocaína no mundo é fabricada na Colômbia, sob o olhar complacente das autoridades do país.

O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, está preocupado quanto aos direitos humanos na Venezuela MAS ELE ESQUECE ter declarado que os movimentos sociais que se opusessem à sua política seriam considerados como organizações terroristas.

O presidente argentino, Mauricio Macri, acusa Nicolas Maduro de ser um corrupto MAS ELE ESQUECE que só o seu nome aparece nos Panama Papers, não o do presidente venezuelano.

Portugal deplora a crise venezuelana que, segundo a ONU, empurrou 7,2% dos venezuelanos para os caminhos da emigração MAS ELE ESQUECE que 21% dos portugueses tiveram de abandonar seu país e vivem no estrangeiro, segundo as mesmas fontes.

O presidente peruano, Martin Vizcarra, grita à ditadura na Venezuela MAS ELE ESQUECE que foi nomeado à frente do seu país sem o menor voto popular, apenas em substituição do presidente anterior destituído por corrupção.

No Reino Unido, os dirigentes denunciam os atentados à liberdade de expressão na Venezuela MAS ELES ESQUECEM que mantém, sem nenhum motivo válido, o jornalista Julian Assange em reclusão.

A Bélgica alarma-se com a situação da economia venezuelana MAS ELA ESQUECE que em Bruxelas a empresa Euroclear retém 1,25 mil milhões de dólares pertencentes ao Estado venezuelano.
Estas inversões acusatórias, próprias desta ” Escola do mundo invertido ” descrita por Eduardo Galeano, fazem parte do modus operandi da propaganda contra a Venezuela. Elas visam preparar a opinião pública internacional para a legitimidade de uma acção violenta contra o Povo venezuelano.

As bombas mediáticas já começaram a chover.