30 abril, 2020

Em véspera do 1º de Maio, o Pensador cita La Palice


Em véspera de um 1º de Maio, celebrado em rigoroso normativo como nunca antes tinha acontecido, perante o espanto de Rodin, a estátua levantou-se e disse, em tempos de pandemia, como se fosse La Palice:
  • Não fora os baixos salários, e a Segurança Social não seria apanhada quase de descalça;
  • Não fora as sedes fiscais das grandes empresas serem sediadas fora do País, e a Autoridade Fiscal teria mais capacidade para fazer face a mais despesa pública;
  • É ingenuidade insana esperar que a banca se apronte a prestar serviço público;
  • A força do trabalho só é necessária se compensar a sua exploração por parte de quem a explora.
E dizendo isso, a estátua voltou a sentar-se como se nada tivesse dito.  
(Só que os trabalhadores há muito que sabem disso, e há muito que lutam para que deixe de ser assim...)

29 abril, 2020

Em Dia Mundial da Dança o meu elogio ao poder de uma comunidade em dia do aniversário do Marcelino Sambé


Da sede da minha Associação (a "Desenhando Sonhos") ao Centro Comunitário do Alto da Loba, em Paço de Arcos, é um pulinho. 
Já por lá andei e de uma dessas vezes aconteceu falar com quem então descrevia, com sonhos na voz e orgulho estampado nos olhos, o trabalho intenso vertentes todas da actividade do Centro, do social ao recreativo e, nos domínios da cultura, dos grupos dedicados à pintura, ao artesanato e até à dança.

Ao falar da dança, os olhos brilharam mais, enquanto nos contava o passado recente do grupo Estrelitas Africanas, onde Marcelino Sambé viria a demonstrar o seu talento e depois a carreira que a partir dessa descoberta viria a ser quem é agora.

Sem um Centro Comunitário apostado nas artes e na cultura Marcelino Sambé continuaria a ser um jovem de origem africana com jeitinho para o kuduro, funaná e talvez hip hop.

Hoje é quem é, e citando a Visão, ele atingiu «o culminar de uma trajetória sempre em ascensão, até ao topo da hierarquia de uma das mais prestigiadas companhias de ballet do mundo. Desde que nela ingressou, em 2012, o seu talento levou-o a primeiro artista, em 2014, a solista, no ano seguinte, e a primeiro solista, em 2017, para agora atingir o mais alto patamar.

A promoção mais desejada surge na sequência de “um ano fantástico com algumas estreias notáveis”, elogiou Kevin O’Hare, diretor do Royal Ballet, destacando os desempenhos de Marcelino como “um ofuscante Basílio”, em Dom Quixote, de Carlos Acosta, e “um Romeu profundo”, em Romeu e Julieta, de Kenneth MacMillan. Na página oficial da Royal Opera House, casa-mãe da companhia de bailado real, O’Hare justifica a nova aposta no bailarino português com o “impressionante leque de capacidades artísticas” reveladas.»

Quantos Marcelinos mais poderiam aparecer se fosse dada à cultura mais atenção e se o apoio financeiro lhe fosse mais generoso? Quantos?
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Coincidência ou não, Marcelino Sambé nasceu no Dia Mundial da Dança, 29 de abril de 1994.
- Parabéns, pois!

28 abril, 2020

A Fátima seria cómica caso não fosse trágica - 2


Estive para desistir logo de início, mas mantive-me atento pois o tema do programa obrigava-me a isso por dever de oficio. 

"Renascer em Maio" é quase um poético título mas nada ali rimou, nem nos remeteu para o sonho ou até mesmo para a desejada ressurreição da economia.

Concentrado que estava nos aspectos económicos, ouvi, displicente o que vieram dizer os outros convidados para me concentrar no que a banca vinha dizer. 

Miguel Maya disse o que disse e a Fátima, embevecida pelo discurso do bancário, lá ia perguntando com a aquele seu estilo de quem pergunta já adivinhando a resposta.  É que se a Fátima fosse possuída pela incerteza no discurso do inquirido, não tinha convidado o Maya. 

Teria convidado, por exemplo, a Bastonária da Ordem dos Contabilistas para lhe refutar o discurso, falando da outra realidade que a banca "ignora". 

Teria convidado o Presidente da Confederação que representa os empresários de magro saldo bancário, aquela que representa o pequeno negócio e o pequeno comércio de bairro, todos a braços com elevadas despesas fixas, desmoralizados por não poderem pagar salários e nem sequer aceder a um rendimento mínimo e em desespero pela nega dada pelo Governo.

O homem, o Maya, ali representante da banca diz, sem se rir:
"Não se trata de falar em solidariedade nos negócios mas em equidade e justiça que são os valores por que se devem reger as boas práticas que deverão orientar o relançamento da economia."
Podia a Fátima perguntar (sem citar o nome do Senhor Saraiva), considerando o aparecimento de rumores, se é verdade ou não que os Bancos estejam a aprovar a maior parte dos empréstimos às Grandes Empresas, para estas limparem outros empréstimos antigos, com juros e spread mais elevados. 
A Fátima perdeu uma excelente oportunidade de se situar ao lado do Maya deixando o repto, em nome da por ele reclamada equidade e justiça:
Senhor Ministro, faça tornar publica a LISTA de a quem estão a ser atribuídos os empréstimos, com juros ao preço da "uva mijona".

27 abril, 2020

TRUMP, O SARCÁSTICO!


“INJECÇÕES” DE TRUMP PROVOCAM ALARME 
DIZ O GAJO QUE ESTAVA A SER SARCÁSTICO 

«As recentes declarações de Donald Trump alvitrando que as pessoas podem tomar injecções de desinfectante contra o novo coronavírus geraram elevada preocupação e provocaram uma intensa campanha de esclarecimento contra os elevados riscos de tal procedimento
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Stephen Lendman, Global Research/O Lado Oculto