29 outubro, 2015

O "novo" governo é... no meio disto tudo, mais um absurdo - II

«Sendo o cómico a intuição do absurdo, 
ele afigura-se-me mais desesperante do que o trágico»
Eugene Ionesco
 

4 comentários:

  1. É um absurdo, mas acima de tudo é um perigo. Beneficiando da visibilidade mediática, agregada ao poder, e escolhendo o palco privilegiado da Assembleia da República, que vai ter muita audiência televisiva, nos próximos tempos, este governo, ultrapassando o absurdo e o ridículo da situação, vai, nessa condição, dar início a uma monumental campanha de intoxicação da opinião pública, utilizando todos os meios e recorrendo ao populismo primário e à demagogia, tecnicamente estudada e planeada pela gente do marketing. A comunicação social, inteiramente nas mãos dos grupos económicos, ampliará, sem quaisquer escrúpulos de isenção, todos os argumentos da direita. E, nesta guerra, não é de excluir a calculada participação dos dirigentes das instâncias da UE e do FMI, com avisos alarmistas sobre a situação económica e política Portugal, o que vai levar, numa conivência abjecta e indigna, as agências de rating a manipular as informações para os agentes dos mercados financeiros, para que estes, através das manobras especulativas e conspirativas, aumentem os juros da dívida pública.
    Vão ser tempos difíceis, que vão exigir muito trabalho de mobilização popular de apoio a um governo de esquerda, que venha a ser formado.

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  2. Até Cavaco começou a baixar as orelhas

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