16 abril, 2018

Aristóteles, as redes sociais e outras coisas mais...

 
«O homem é um ser eminentemente social porque ele tem absoluta necessidade de agrupar-se, reunir-se a seus semelhantes não só para atender aos fins que busca e deseja, mas também para satisfazer suas necessidades materiais e de cultura.» 

No tempo de Aristóteles, ele tinha razão. Hoje, tem menos. O homem tende a ser um ser eminentemente facebookiano e não será pessimismo esperar que a próxima geração odeie uma boa conversa em família, pragueje contra um sindicalista, não tenha um único livro em casa e, de música, só atente àquela que acontece sem recurso a qualquer instrumento ou artista para a produzir.

Afirmava ainda Aristóteles que o homem, para viver isolado, só se for um bruto ou um Deus. Naquele tempo, mal sabia o filósofo que nos estamos transformando numa humanidade bruta de onde se exclui uma minoria de deuses (não eleitos) que a governa.

A imagem acima é uma montagem minha. Frequentemente, além de interregnos para coisas belas e outros para coisas muito más, também faço os meu interregnos para coisas parvas... porque, não sendo um Deus, esforço-me para passar por parvo, na esperança de não me tornar num muito e venerado bruto.