10 maio, 2017

Fátima, a versão oficial dos factos


Um meu amigo (e que é até mais que isso) costuma, no seu espaço, tratar questões sérias com uma quase leviana ironia e tratar coisas de gargalhada com uma "boa patada" salientado o lado errado do rir de coisas sérias, mas risíveis. 

Em Março passado, rigorosamente no dia 5, a um domingo, surpreende-me com um documento histórico devidamente enquadrado por uma curta introdução, assim:
«Faz cem anos sobre as chamadas aparições de Fátima. Tenciono assinalar aqui o centenário com o que me ocorrer à pena. 
Começo por transcrever este texto, primeiro porque não o consegui encontrar na Internet o que, se não é inabilidade minha, considero uma grande falta; segundo porque se trata dum documento único relativamente à versão oficial dos factos; terceiro porque entendo que há que recuperar a imagem do seu autor enquanto vítima duma história tão mal contada.»

Artur de Oliveira Santos escreveu este relatório em 31 de Outubro de 1924. 
Extraído de Tomás da Fonseca, Fátima: Cartas ao Patriarca de Lisboa, Rio de Janeiro, Editorial Germinal, 1955,pp.365-377.»
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12 comentários:

Elvira Carvalho disse...

Li atenta. Sempre soube que há qualquer coisa estranha em relação a Fátima, até mesmo em relação ao timming das aparições. A própria igreja deixou de considerá-las como tal, passando a considerá-las como visões.
Isso é uma coisa, outra totalmente diferente, é o acreditar ou não na intervenção divina das mesmas visões, porque isso ja depende da fé de cada um, ainda que todos nós saibamos o aproveitamento vergonhoso que se tem feito do local a todos os níveis. Tenho como simbolo máximo da minha fé Jesus Cristo. E ELE disse "Se tiverdes fé, tão grande como um grão de mostarda, dirás a esta montanha, muda-te para o mar, e ela mudar-se-á."
Logo penso que não interessa muito se houve ou não milagre. Acredito que pela fé já muitas pessoas lá foram bafejadas pela graça divina, como eu própria acredito tê-lo sido.Abraço

Mar Arável disse...

Cultivo a diferença
que não se verga
Abraço amigo

Pata Negra disse...

Que Nossa Senhora de Fátima te pague a honrosa referência à minha Majestade.
Um abraço do corte e da corte

Mar Arável disse...

Pelo sonho é que vamos
Abraço

Fernanda Maria disse...

Não consegui abrir o link :(

Na minha modesta opinião, acho que a fé é algo a que nos agarramos quando não encontramos solução ou resposta, para os nossos problemas ou questões.
Se existe consolo e bem estar nessa e não prejudicamos ninguém, acho que a fé só nos faz bem.
Agora fanatismo e exploração mediática e comercial é algo que não posso estar de acordo.
Tenho dito :)

Um beijinho

O Toque do coração

Rogerio G. V. Pereira disse...

Digo eu também
homem de (outra) fé
seja ela "tão grande como um grão de mostarda, dirás a esta montanha, muda-te para o mar, e ela mudar-se-á."

Rogerio G. V. Pereira disse...

Oremos!

Rogerio G. V. Pereira disse...

Nem queiras saber
o que ela me está a dever

Rogerio G. V. Pereira disse...

Sonhemos!

Rogerio G. V. Pereira disse...

E muito bem dito...

(o link já foi "arranjado")

São disse...

Creio em Algo que nos transcende, mas santos e santas e aparições a fins não me convencem nem fazem parte da minha bagagem.

Desde o início que creio terem as crianças visto alguma coisa, só que não sei o que seja essa coisa.

O resto é uma vergonhosa fraude e um infame aproveitamento da Igreja Católica.

Bom fim de semana

Paulo Pereira - Nonreligion disse...

Meus caros e minhas caras, não vivemos no universo do Harry Potter (e mesmo nesse universo - fictício - os mortos ficam mortos) por isso não há magia nem fantástico. As pessoas podem ter a fé que quiserem (vão ver o significado de fé) que não muda nada o nosso mundo real. O ser humano tem tendência a associar o desconhecido ao fantástico, ao esotérico, ao místico mas na verdade é que quanto mais se descobre sobre a vida e o universo menos deuses e menos associação a deuses. Os deuses são fruto da ignorância, do desconhecido. Por isso a cultura e inteligência são os principais inimigos de qualquer religião. Temos que valorizar ou castigar o ser humano pelos seus feitos e não atribuí-los a deuses ou demónios.