03 maio, 2026

EM DIA DA MÃE, REEDITO O QUE SOOU TÃO BEM!

 
Estou sozinho no mar largo
Sem medo à noite cerrada
O minha mãe minha mãe
O minha mãe minha amada


José Afonso

Por vezes, da alma me sai
Falando a quem quero bem
Sou mais que teu pai
Sou mesmo quase tua mãe

Rogério Pereira

«Quem estava não tinha procurado a praia e fazia o que sempre ali se fazia, conversava. Conversava, de tudo e de nada até que, pela frequência com que passavam flores, o velho engenheiro, comentou o dia e o negócio que proporciona, dissertando pelo consumismo. Depois falámos de mães e de mulheres, de mulheres e de mães, a seguir de nossas filhas e das mães delas. Não falámos de nós a não ser por falarmos delas e percebemos quanto as admirávamos sem lhes endereçar um só adjectivo e ficando os elogios perdidos no que cada um ao outro contava. Antes de irmos, cada um à sua vida, deixámos quase sentenças:

- "Somos a mãe que tivemos", sentenciou ele.
- "Não é boa mãe quem quer, mas quem soube e o pode ser", disse, antes de me despedir.»
reeditado com pequenos acertos, de conversas antigas


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14 comentários:

  1. Eu não recebi flores, mas recebi chocolates e a presença sempre reconfortante do meu filho e com ele também veio à baila o outro, vem sempre que estamos só os dois.

    Abraço

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    1. Que melhor reconforto
      neste dia
      de o filho por companhia
      e a memória desse outro

      Abraço feliz
      por ti

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  2. Este anónimo sou eu, a Rosa dos Ventos!

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  3. Ser mãe exige paciência e renúncias que nem todas as mulheres estão dispostas a enfrentar.

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    1. Mais logo venho acrescentar mais alguma coisa sobre o tema que colocas. Para já... fica isto
      "Em seis décadas, o número de nascimentos em Portugal caiu para menos de metade. No início dos anos de sessenta, havia mais de 200 mil nascimentos por ano no país. Atualmente, esse número é inferior a 85 mil (84 642, em 2024). A tendência de declínio dos nascimentos não é nova, como se vê, mas nos anos recentes adquiriu uma intensidade reforçada.

      Em 1982, o número médio de filhos por mulher caiu abaixo de 2,1, considerado o limite da substituição de gerações.
      Na década seguinte, em 1994, esse indicador ficou, pela primeira vez, abaixo de 1,5 filhos por mulher, valor que é considerado crítico para a sustentabilidade de qualquer população, inviabilizando uma recuperação das gerações no futuro se tal nível se mantiver durante um longo período.

      Para além de termos menos filhos, somos mães e pais cada vez mais tarde. Agora, as mulheres têm, em média, o primeiro filho aos 30 anos, 3,2 anos mais tarde do que acontecia há apenas duas décadas. Esta maternidade mais tardia, ou adiada, aproxima o momento em que as mães têm o primeiro filho do seu limite biológico de fertilidade diminuindo, deste modo, a probabilidade de terem muitos filhos."

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  4. Obrigada pelo poema de Camões lá no comentário ,seus poemas também são bons ,pode me deixar alguns que vou gostar rs
    _ e Dia das Mães é sempre um dia festivo , seja presente ou ausente, estão sempre no coração. aqui festejamos no segundo domingo de maio, o próximo. Boa semana, Rogério - abraços de mais perto ( estou na Suiça) .

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    1. Aceito o desafio de vir a partilhar poemas meus no teu espaço. Até porque... sou vaidoso
      e
      vivam todas as mães do Mundo.

      Estás na Suíça? è dos poucos países europeus que não conheço...

      Abracinho

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  5. Todos os teus escritos,
    quando não provocatórios,
    nos trazem grande saber e mais-valia,
    sejam em que data for porque neles há
    sempre empenho e muito Amor!

    Grande abraço, querido Amigo.

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