17 setembro, 2026

MARIA JOÃO (POETA): BOLETIM CLÍNICO - IV (... e a filha voltou no primeiro avião)

Nas Urgências, da Sala de Observação onde dera entrada, transitou para a Sala de Cuidados Intensivos.  Ligou-nos, a mim e à filha, dando a notícia. E ambos lá fomos, com arrepios de pele, ansiedade na alma e com o coração batendo acelerado. De onde eu estava até lá, foi num ápice. De Londres a Algés, largas horas.

Enquanto a filha não chegava, fui lhe dando conforto, falando com as enfermeiras e com o médico. A conversa com o clínico introduziu calma e esperança: nada confirmava os receios de que o diagnóstico seria o de tumor cancerígeno (hipótese ainda não totalmente afastada). Diagnóstico, esse sim, confirmado a de uma pancreatite aguda. O médico disse-me ser previsível resolver a crise em três ou quatro dias.

Entretanto, Moira Simões (a filha), chegou. Da sala, eu saí e entrou ela. Nem imagino como emotivo terá sido esse reencontro...


1 comentário:

  1. Agradeço as tuas mensagens sobre o estado da Maria João.
    O regresso da filha é sinal da gravidade e do sofrimento da nossa poetisa.
    Boa noite.

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