Confissão de um terrorista!
Ocuparam minha pátria
Expulsaram meu povo
Anularam minha identidade
E me chamaram de terrorista
Confiscaram minha propriedade
Arrancaram meu pomar
Demoliram minha casa
E me chamaram de terrorista
Legislaram leis fascistas
Praticaram odiada apartheid
Destruíram, dividiram, humilharam
E me chamaram de terrorista
Assassinaram minhas alegrias,
Sequestraram minhas esperanças,
Algemaram meus sonhos,
Quando recusei todas as barbáries
Eles... mataram um terrorista!
Mahmoud Darwich (in "Voar Fora da Asa")
10 dezembro, 2017
Poesia (uma por dia) - 93
09 dezembro, 2017
O Natal, a língua e a gastronomia ou a crónica de uma inocente ofensa
Quem tem a candeia acesa
Quem tem a candeia acesa
Rabanadas pão e vinho novo
Matava a fome à pobreza
Natal dos Simples - José Afonso
Na proximidade do Natal, calha que fale dele pela parte que dele mais gosto. Podia dizer a boca, mas na verdade o que eu quero dizer é mesa, pois é à volta dela que a família se junta. E os doces são pretexto para adocicar os afetos, para entreter a expetativa das crianças no que lhes tocará no sapatinho ou apenas para matar a fome, nas casas de gente simples.
Na doçaria tradicional do Natal, as rabanadas tem um lugar especial. São saborosas, gulosas e, como toda a gastronomia que resulta dos parcos recursos, não há mesa onde não apareça. Não há pobre que as não prove.
No entanto, manda a boa e rica língua portuguesa que tais fatias surjam em cada lugar com nomes diferentes. Dei-me conta disso nas circunstâncias mais desconfortáveis... Eu conto:
Estava no restaurante Casa Aleixo, em Campanhã. Boa comida, um "verde tinto" de estalo, bom atendimento e preço confortável. Terminada a boa janta, a atarefada empregada sobraçava a lista das sobremesas e despejo-a na mesa, com um sorriso, enquanto levantava, lesta, travessas, pratos e copos. Ia a pedir só um café, mas passei os olhos pela oferta. Vinham lá, com fotos e tudo. A imagem, o seu aspeto suculento traiu-me o intento de só me ficar pelo simbalino. À chegada da empregada, pedi-lhe uma "fatia parida". Ela olhou-me. Corou intensamente, não sei se de raiva se de cólera e disse com voz firme:
"Não sei o que o senhor quer, mas podia ter mais respeito, passe pelo balcão terá lá a sua conta"
Só então percebi duas coisas: primeira, no norte ou se tratam as rabanadas por rabanadas (ou fatias douradas) ou não há nada para ninguém; segunda, a ofendida estava grávida.
08 dezembro, 2017
Trump: “Hoje, finalmente reconhecemos o óbvio: que Jerusalém é a capital de Israel”
«...este súbito anúncio põe fim a uma encenação de décadas: a dos EUA como mediador do “processo de paz” israelo-palestiniano. As aspas são porque não há processo de paz nenhum. Portanto, o anúncio de Trump não o inviabiliza, como muita gente tem lamentado. O que faz é puxar o tapete a quem se esforçava por manter a ideia de que os EUA estavam empenhados num “processo de paz”. Desde que Israel é Israel, todos os presidentes americanos fizeram, mais ou menos, esse esforço. Era estratégico, dominou a política da Casa Branca, e o que muitos comentadores americanos parecem lastimar mais no anúncio de Trump é que ele retire aos EUA o protagonismo de sempre.»
Acabou o teatro dos EUA entre Israel e Palestina (ler tudo aqui)
A realidade? A realidade é nos vídeos narrada e explicada como se todo o mundo fosse muito estúpido...
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07 dezembro, 2017
Refeições escolares: "Que no ano letivo de 2018/19 não possam ser renovados os contratos de concessão em que a ação de fiscalização tenha identificado falta de qualidade"*
*Proposta do PCP que o PS rejeitou
Com os ingredientes da imagem acima faria a minha Maria uma boa refeição.
As escolas, no geral, até parece que não. Mostra-o o programa "Linha da Frente".
Pena que o programa, em vez de um "chefe de cozinha" despropositado, não tenha colhido imagens do Parlamento onde o PS votou contra as propostas do BE e do PCP por elas assentarem num
pressuposto que o PS considerou errado: o pressuposto de que todos os problemas ficariam
resolvidos se os refeitórios e cantinas fossem todas geridas
directamente pelas escolas. No programa da RTP o diretor da Escola de Ponte de Sor desmente o argumento do PS e dá testemunho em reforço das cantinas geridas pela escola...
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