04 março, 2021

Ainda chegará o dia em que seremos assim, humanos... como os animais!

 
Claro que não penso exactamente isso que tenho em título

Mas, verdade se diga, por vezes faço um esforço para não reconhecer  que há animais mais humanos do que os humanos que nós somos... 

NA SELVA, TÁ-SE BEM  

03 março, 2021

DESCONFINEMOS O LIVRO!

«Ambas as fotos se relacionam com acontecimentos recentes. A primeira, o inspirado logótipo da Associação POMBAL XXI - Ass. de Moradores dos Bairros do Pombal e Bento de Jesus Caraça, criado em Fevereiro, deste ano. A segunda, ilustra a doação de mais de uma centena de livros àquela Associação o que lhe permitirá passar a dispor de uma biblioteca aberta à população daqueles dois bairros sociais. Para a sua dinamização, pode a POMBAL XXI contar connosco.

Na foto, da esquerda para a direita: Adalberto Monteiro e Maria Joaquim, respectivamente Presidente e Secretária da Direcção da POMBAL XXI. Depois, Olívia Matos e Rogério Pereira, Presidente e Secretário da Direcção da nossa Associação, a "Desenhando Sonhos"»

Este o texto que ontem enviei para ser integrado no próximo número do "A VOZ DE PAÇO DE ARCOS".

Como podem ver, nós não paramos!

02 março, 2021

AEROPORTO NO MONTIJO, JÁ NÃO? BOA MALHA!

Era do outro lado da estrada, à porta da tasca, num terreiro onde parava a rara camioneta de carreira que ligava o Montijo ao Barreiro. Da quintinha até lá eram cem passos apressados e mal contados. Era ali que aos domingos se juntavam os homens. Miúdos não havia, era só eu. Minha avó deixava-me ir, contrafeita "não te quero ali,  aquela gente não tem tino na língua e só sabem dizer destarelos". Mas eu insistia e ia. Ia e ficava por lá até que a última rodada fosse paga por quem não tivesse ouvido uma única vez o grito de "boa malha". Tino na língua, não tinham. Quanto a dizerem "destarelos", não sabia se os diziam, mas não parecia que os dissessem. Falavam das duras condições de trabalho lá na fábrica dos adubos do Barreiro, em confronto com as condições que havia na Mundet, a corticeira ali perto. Falavam do salário magro.  Falavam do pão que fazia parte da semanada. Falavam de coisas do Estado e da volta que se esperava que este levasse.(...) O jogo, o "chinquilho" era mero pretexto e de cada vez que lhes ouvia coisa acertada, gritava para dentro de mim mesmo, sem que ouvissem nada: "boa malha!"»
Escrevi assim em Janeiro de 2013 e hoje, ao ouvir a noticia, senti-me a regressar ao mesmo lugar e dei com um grupo a jogar o mesmo jogo*, a falar nos mesmos termos, com que falavam naqueles tempos. A falar de problemas semelhantes aos que falavam antes. Até que alguém deu a notícia "Sabem? O regulador da aviação chumba liminarmente aeroporto do Montijo!"
Todos pararam o jogo e ouviu-se em coro:
Boa malha!

 * O jogo do chinquilho continua vivo



01 março, 2021

A MINHA-DO-MEIO FEZ OUTRA VEZ, HOJE! (Já o ano passado tinha feito o mesmo, só que foi 51!)

(por razões que se adivinham, este post é uma reedição)

Não é perante angustias, gritos de alma e uma qualquer canção
que se entende uma geração
(mas ajuda muito)

Uma banda que ela ouvia, nos anos 80