ELEGIA, DO VELHO ANO
Caros amigos,
sabendo que está quase chegada a hora
de me ir embora,
aproveito a oportunidade que me é dada
para vos deixar palavras medidas
bem pesadas e reflectidas.
Vou ser acusado de ter sido um mau,
muito mau ano.
Que grande engano…
Nada de mais errado
atribuir ao Tempo
aquilo que está fora das suas competências.
Não sou o causador de vossas dores,
ansiedades, medos e temores...
Não sou eu quem desencadeia pandemias, nem as guerras que infernizam a terra
sois vós próprios,
caras senhoras e caros senhores.
Sois vós próprios e as vossas circunstâncias,
e mesmo estas não me podem ser imputadas.
O tempo, este vosso servo,
apenas é uma referência intangível
a quem nada é exigível.
Ninguém até hoje me tocou.
Ninguém até hoje me fotografou,
me descreveu a rigor ou desenhou.
Contudo existo,
mas apenas marco referências
de cada facto ocorrido,
de cada acto omisso,
de oportunidades tidas ou perdidas.
E logo, quando cada badalada for ouvida,
das doze que serão escutadas,
não esqueçam de juntar aos vossos doze desejos,
palavras minhas, aqui deixadas:
Que cada desejo não entregue ao tempo anseios
que dependem de vossos gestos.
O tempo nunca resolveu nada
que os povos não tenham querido resolver.
Que cada um saiba o que de importante pode e deve fazer.
Que a sabedoria vos ilumine.
São os meus votos
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MINHA ODE AO ANO NOVO
Deixemos ir o velho
Que eu fico e mesmo em sofrimento me renovo
Há dez anos que por aqui ando
Na esperança de cada ano
Vir a ser um Ano Novo
Hoje, em dia que se quer solidário
Quebro o hábito
E desejo-vos a todos
Um BOM MUNDO NOVO
31 dezembro, 2020
ELEGIA, DO VELHO ANO - A MINHA ODE AO ANO NOVO
30 dezembro, 2020
Antes da minha mensagem de ANO NOVO, vejamos como foi o velho...
29 dezembro, 2020
Ainda a nossa noite de Natal...
A nossa Noite de Natal foi, evidentemente, um explodir de emoções mascaradas de alegria para abafarem qualquer tendência de cairmos todos num silencio doloroso. Ninguém sugeriu a ninguém para que fizéssemos o que cada um fez. Cada pequena loucura maior que a outra. Mas sempre deu para, ainda que breve, houvesse conversa e até uma pequena discussão.
Na televisão, sempre ligada, passava música seleccionada pelo Luís. Quando passava uma, o Luís lança um provocatório "Sei que gosta do Bruce, mas esta interpretação está um espanto, muito melhor que o original!" e começou aí um desfilar de exemplos de gente, que até nem canta por aí além mas que cria canções que, cantadas por outros, dá gosto ouvir. Dou a mão à palmatória, mas ambos acabámos por concordar que não é por alguém saber bem cantar que esse alguém consegue dar alma a uma criação que a não tem...e o Bruce põe a alma que a Daniela e a Gia souberam, tão bem, recriar.
Muito belo, isto!


