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26 setembro, 2018

Universitários hoje! Outros jovens, outros tempos, outras escolas... I


Não há muito escrevia haver mil maneiras de a memória vir ter connosco. Até pelo correio. E discorria que há "séculos" atrás tinha acontecido ter recebido uma carta com um flyer a convidar-me. Lembrava que, depois de um largo interregno, ter recebido outra carta-convite ao qual não compareci. Como tantas vezes, fui então um não-ausente... ao fim ao cabo tinham-se passado 40 anos e temia, então, a confirmação de que ninguém encontra nos jovens de hoje a juventude passada...

Fugi então há confirmação. Ontem não consegui. A propósito da falta de espaços, casas, quartos, residências universitárias os estudantes manifestam-se na rua, e nisso não há diferença dos tempos idos... Contudo, se por um lado reconheço o direito, por outro lado não me parece que tenham regressado à velha tradição de procurarem solução coletiva, como há 40 anos se procurava. Se os pais estão hoje lisos, nesse tempo não era grande a fartura. Só que nesse tempo os estudantes procuravam soluções colectivas e assumiam-se como LyS.O.S . Mesmo havendo fortes razões para o protesto.


continua

26 novembro, 2017

No Porto, fui um dos LyS.O.S



Há mil maneiras de a memória vir ter connosco. Até pelo correio. Já há "séculos" atrás tinha acontecido o mesmo, uma carta com um flyer a convidar-me. Depois de um largo interregno outra carta-convite. Não compareci. Como tantas vezes, fui um não-ausente... ao fim ao cabo tinham-se passado 40 anos e temia a confirmação de que ninguém encontra nos jovens de hoje a juventude passada...

Estava eu a rememorar tempos idos, serões de tertúlia de poemas e música, de inacabáveis e acaloradas discussões... estava eu a tentar relembrar rostos e despertares para a tomada de consciência cívica... estava eu na prazenteira  recordação dos silêncios feitos à volta de quem falava, de como era tolerante a aceitação de opiniões diversas, de como o "eu" não se sobrepunha ao "outro"... estava eu a tentar lembrar-me da tarefa que me estava distribuída... estava eu nisso, quando, num curto intervalo de tempo, a Teresa (Ematejoca) e logo a seguir a Janita me vieram falar do Porto. 

Respondi a ambas da mesma forma, assim, embora agora com um ou outro detalhe:
Quando, em 1974, iniciei um projecto em S. Pedro de Fins (arranque da Siderurgia da Maia) fiquei a viver no Porto. Ficava em pensões, hotéis e quartos alugados... até que fui acolhido (1977) por um dos Ly.SOS...  onde fiquei a viver uns meses na "Real República" (com deslocações aos fins-de-semana a casa). Por volta do inicio dos anos 80, outros projetos pelos arredores do Porto...
Acho que não deu para terem percebido a importância de ter sido, há 40 anos atrás, um Lyso;


19 novembro, 2020

Veio um bilhete postal do Bonfim...


Não vou repetir o que vos tenho dito. Mas há um erro que tenho de corrigir. Na verdade não fui um LyS.O pela simples razão que os repúblicos de hoje, mais de 40 anos depois, ainda me reconhecem como tal. 

E veja a imagem. Reuniram para me mandar a mensagem.

Abraço, pessoal e parabéns por mais um centenário!