10 outubro, 2015

Marcelo e o pódio

Imagem do "Rei dos Leitões"
Marcelo

Diz-se  do ADN o que antes se dizia do berço, que determinam o que hoje somos. Se um pode não estar certo, é pouco provável que os dois estejam totalmente errados. E porque a infância conta muito, inclino-me mais para a expressão popular que aponta os que nasceram em berço de ouro como os que reúnem todas as condições para enfrentar o que vem depois.
Somos o berço em que nascemos e os padrinhos que tivemos e, também, a memória disso. Berço e padrinhos não são tudo, e há quem se livre desse passado para desenvolver a vida e construir o destino.  Este Marcelo sabe-o e resolve ir à terra natal para levar um banho de humildade a emoldurar-lhe o discurso. A propósito do discurso dizia um amigo, ágil de salto e de palavra: «Tudo quanto o país lhe deu foi a fundo perdido. / Devia poupar-nos ao débito da sua candidatura»

O Pódio

Há por aí quem julgue serem as bancadas parlamentares uma espécie de pódio onde os vencedores eleitorais ocupam as bancadas superiores, os que ficaram em segundo os lugares logo a seguir e na base (que seria a primeira fila) os que ficaram em último. Coitados, confundem os resultados eleitorais com o atletismo e não sabem o que é, nem como funciona, um hemiciclo.