SÁBADO: Aquele, ali atrás de rosto enrugado (mas de sorriso estampado) é cá este rapaz. A foto é o desfecho de um diálogo com um "fora d´oras", um alentejano chapado ,com quem exuberantemente meti conversa. Começámos falando do Meu Sangue Mouro, do Meu Coração Luso e da Minha Alma Celta. Pedi-lhe para fazer pose comigo e ele não se fazendo rogado, puxou uma menina que por ele ia passando e, ela nada se importando, lá ficámos os três. Depois foram andando e eu por ali fiquei, mais 4 horitas. Pensava que iria sair dali sem ânimo nem préstimo pois o turno, das 17h30 às 22h00, era longo em exigência de estado de presença constante. Mas acabou por decorrer com "uma perna às costas" e deu para o que adiante se verá...
Acabado o turno depois de um bom leitão de Negrais, regado com vinho de estalo, ( a gastronomia, só por ela, é uma Festa) seguiu-se um serão de sonho. Tão belo, quanto inesperado (vejam, nem que seja um só bocado). Vi até ao fim, e como me tinha comprometido a dar boleia ao grupo que viera comigo, só deu para dar uma olhadela à Lena D´Água. O Bruno, a Olívia e a Manuela, já estavam à espera. Pelo caminho, entre assuntos vários, íamos comentando como teria surgido o Hino da Festa ("A Carvalhesa") de que o Bruno não fazia a mínima ideia.
DOMINGO: Não foi cedo que eu e a Manuela chagámos à Festa (passava um pouco do meio-dia). Combinámos que cada um ia onde quisesse ir, pois amigo não empata amigo. Passei pela área internacional e olhando o artesanato, depois sentei-me um pouco olhando o desfile de sorrisos.
Cheguei ao pavilhão de Setúbal com água na boca só de pensar no choco-frito. Fila imensa a desmobilizar o manjar. Optei então por uma massada de peixe. Escolha fixe (a gastronomia, só por ela, é uma Festa)
Posta de parte qualquer hipótese de "passar pelas
brasas", dirigi-me ao Espaço Criança onde, cerca das 13h30, o programa
já ia avançado. Na OFICINA DE FANTOCHES DE ESPUMA os personagens já
tinham sido produzidos pelos miúdos mas o teatro ainda não tinha
começado. Fiquei ali um bom bocado, vendo como as crianças interagiam
com o narrador...
Tinha agendado estar no Pavilhão Central e cumpri. Aí segui o debate sobre as próximas eleições autárquicas (onde fui e registei alguns apontamentos úteis ao meu compromisso) e depois dei um salto à FESTA DO LIVRO ouvir dissertar, a partir de livros, sobre o Neo-realismo na História do meu Partido. O tempo não perdoa e chegou a hora do comício. Sobre a intervenção de Jerónimo, ela, funciona como uma bússola, um guia para a acção e uma afirmação de posições, claras e inequívocas que resistirão a todas as enviesadas leituras que a imprensa dá à estampa.
Jantei cedo, um arroz de marisco como nunca houvera nem visto nem comido, no Pavilhão do Algarve ( a gastronomia, só por ela, é uma Festa) e de seguida fiz-me ao resto.
O desempenho dos LINDA MARTINI (sublime este ADEUS TRISTEZA) foi uma bela surpresa e, depois a terminar este "dueto improvável"



