
Após o 25 de Abril, Maio nasceu com esperança e festa. Na festa entrei eu, tu, este, aquele, nós vós e os outros. Tal não escapou a João Abel Manta, que na altura, desenhou um esclarecido "cartoon", comigo mesmo ali, à direita do operário, mascarado de Povo Unido:

Amanhã, esperam alguns, algo de novo vai acontecer. Vai estar quem deve: Que a raiva se sobreponha ao desanimo; que a consciência se junte à determinação; que a desesperança se transforme em resistência...

Eu não devia estar na rua:
- Não estou entre os 700 mil desempregados- Não estou, nem nunca estive, em condições precárias de emprego- tenho uma pensão de reforma jeitosinha- Nunca fui operário- Não sou funcionário público- Não pretendo ser presidente da junta, nem da câmara- Nunca disse que na URSS é que era bom- Nunca paguei cotas de um sindicato Mas acho que devo ir para a rua gritar, por opção de classe! As palavras de ordem lá estarão...