31 dezembro, 2019

Elegia do Velho Ano e Ode ao NOVO

ELEGIA, DO VELHO ANO

Caros amigos,
sabendo que está quase chegada a hora
de me ir embora,
aproveito a oportunidade que me é dada
para vos deixar palavras medidas
bem pesadas e reflectidas.
Vou ser acusado de ter sido um mau,
muito mau ano.
Que grande engano…

Nada de mais errado
atribuir ao Tempo
aquilo que está fora das suas competências.
Não sou o causador de vossas rugas,
quem as marca no vosso rosto é a vida.
Não sou o causador das vossas dores,
sois vós próprios,
caras senhoras e caros senhores.
Sois vós próprios e as vossas circunstâncias,
e mesmo estas não me podem ser imputadas.
O tempo, este vosso servo,
apenas é uma referência intangível
a quem nada é exigível.
Ninguém até hoje me tocou.
Ninguém até hoje me fotografou,
me descreveu a rigor ou desenhou.
Contudo existo,
mas apenas marco referências
de cada facto ocorrido,
de cada acto omisso,
de oportunidades tidas ou perdidas.
E logo, quando cada badalada for ouvida,
das doze que serão escutadas,
não esqueçam de juntar aos vossos doze desejos,
palavras minhas, aqui deixadas:
Que cada desejo não entregue ao tempo anseios
que dependem de vossos gestos.
O tempo nunca resolveu nada
que os povos não tenham querido resolver.
Que cada um saiba o que de importante pode e deve fazer.
Que a sabedoria vos ilumine.
São os meus votos

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MINHA ODE AO ANO NOVO

Deixemos ir o velho
Que eu fico e me renovo
Há dez anos que por aqui ando
Na esperança de cada ano
Vir a ser um Ano Novo
Hoje, em dia de aniversário
Quebro o hábito
E desejo-vos  a todos
Um BOM MUNDO NOVO


30 dezembro, 2019

Este ano fui, frequentemente, um não-ausente

Dei por mim sem saber o que fazer. Se seleccionar os meus posts mais lidos, se me justificar por não ter conseguido estar onde, por sentido dever, devia ter estado. Opto por ligar uma coisa a outra, pois foi um poema que trouxe ao meu espaço  o post mais lido, agora é este poema que hoje publico o que melhor espelha a minha não-ausência.
Ser do mesmo poeta não é coincidência...


DA AUSÊNCIA

Da tua ausência e – porque não? – da nossa,
Emana uma aura fosca e baça e crua,
Uma ilusão de luz, como se lua
De um astro em que se fez menina e moça.

Enquanto essa ilusão de nós se apossa
Qual rio que em calmo lago desagua,
A ausência, mais que minha, mais que tua,
É sal que salga a vida e mel que a adoça.

Nessa ausência, que vai ganhando vulto,
Transmuta-se a abstracção em verbo oculto
A que o sonho dá corpo e cristaliza

E tudo o que era ausência é já presença
Que dita o que se sente, o que se pensa,
E cresce enquanto a mente idealiza.

Maria João Brito de Sousa
- 30.12.2019 – 10.15h

29 dezembro, 2019

Dois mil e dezanove, o meu balanço...


Como balanço deste ano prestes a dar o berro, a imagem acima pode parecer pessimista. Não, não é. É um aviso, pois mudar é preciso. E não se mude alguma coisa para que tudo fique na mesma. Há necessidade de mudanças profundas. E cito (mais uma vez) Einstein "Insanidade é estar a fazer as mesmas coisas e esperar resultados diferentes". Ou dizendo de outro modo, continuando como até aqui teremos por destino... o buraco.

28 dezembro, 2019

«Isto é Morna. Património da Humanidade.»

Este sorriso largo, 
que nunca largo
 não é só por ter lá estado
é também
pelo muito que temos feito
e pelo reconhecimento
ao que vamos fazendo!
Não sabem a que me refiro?
Tá aqui tudo, contado em vídeo