25 julho, 2015

(Talvez) um dia histórico - II

(outro, 5 dias depois do hastear da bandeira de Cuba)


Não, não é um edifício de Havana. O aspecto engana. É Detroit. A cidade do sonho americano, capital da indústria automóvel antes desta ir emigrando para países para onde se foi deslocalizando e (um pouco) antes de os carros japoneses e alemães virem a serem os preferidos pelas famílias mais abastadas ou (mesmo) pelas remediadas. Detroit, de berço da Ford passou a berço de marginalizados, de sem-abrigo e de empobrecidos. De cerca de 2 milhões de habitantes, passou a pouco mais de 700 mil. Não, não sofreram qualquer cerco  nem bloqueio, pelo que sei e creio. 


Havana terá poucos mais habitantes que tinha Detroit. Sujeita ao cerco da imprensa e ao bloqueio da economia, sobreviveu com a sucata de Detroit como transporte.Que ironia! Passou privações? Fome? Como não passar? (e sobre o seu desenvolvimento, aqui virei num outro momento). Fica para já uma viajem guiada, e uma notícia, linda: