13 julho, 2015

Um pedido surpresa, que não neguei (não nego um pedido a ninguém)

 

Um dia, da semana passada, foi-me pedida autorização para usar um poema meu. A razão dada relacionava-se com um aniversário. E fui avisado de que o meu poema- -prenda iria ter como título "Palato". Disse que sim. E depois percebi como me descobriu, e fui provar daquele vinho
Ficámos amigos, claro.
PALATO
as lágrimas sabem a sal
nem sempre sabem mal
os beijos a rebuçados
uns de mel outros frutados
e o amor
seja lá isso o que for
mantém o mesmo sabor

a ternura tem um travo
agridoce
suave  suave  suave
até que passe
ou volte a acontecer

o prazer
o sabor que tiver que ser

a discussão
quando acre é posta de parte

se tem sido perfeito o entendimento?
quase sempre
dependendo do momento e do estado
em que se encontra o palato
Rogério Pereira