23 julho, 2015

Se eu pintasse.. saberia que nem só de verde se pinta a esperança



Maria Pereira Lopes, 4 anos em Setembro de 2014, assim



Diogo Viana, 4 anos em Fevereiro de 2014, aqui


Ah, se eu fosse criança


O Mundo está um atropelo? Está!
A cor também!
A trama, o tom, a sombra
o traço que falta ou que sobra
E a luz que estorva
a suavidade do traço

Procuro o figurativo
e não consigo
a imagem do que vejo
do que fazem, do que eu faço
e desenhá-lo num só pedaço

Quero um quadro
mas não sei como pintá-lo

Ah, se eu fosse criança
talvez soubesse que não só de verde
se pinta a esperança
Rogério Pereira

8 comentários:

luís rodrigues coelho Coelho disse...

Parecia-me que vivia um sonho de criança.
Um poema que nos transporta da fantasia à realidade.

Fê blue bird disse...



Tenho uma triste lembrança
de não me deixarem pintar
quando eu era criança.

Às suas, felizmente, é estimulada essa confiança!

Um beijinho azul da cor da minha esperança.

Lídia Borges disse...


Saudade deste colorido que lhes tomava por empréstimo, para pintar o mundo...

Bonito, o seu poema!



Bj.

Agostinho disse...

Fico convencido que afinal o avô também sabe pintar. E tem um verde nas mãos que escreve muitas cores.

Janita disse...

Dois futuros grandes pintores,
o Diogo e a Maria
pintam a Esperança
de cores garridas
cheias de alegria!

Que bom terem um Avô que os incentiva a sonhar...

Beijinhos para os artistas

Anónimo disse...

Pinte-se a esperança da cor de que mais gostemos.

Graça Sampaio disse...

Eles pintam a esperança de uma cor qualquer. Como tudo enfim! Sem pudores, sem convenção, sem pressupostos. A verdadeira sensação....

Belos pintores há por aí por casa!

MARILENE disse...

A esperança mora no coração da criança, quando estimulada e bem orientada. Para qualquer lado se pode voltar e até o preto, para ela, significa vida. Nós, adultos, é que nos policiamos, e entregues a uma realidade nem sempre satisfatória, olhamos as cores sem conseguir colocá-las na tela. Abraço.