15 dezembro, 2017

Bansky, a parede e eu


Era eu ainda só pai de duas filhas (a minha mai-nova não era ainda nascida) quando para o quarto do fundo a Teresa comprou, fez bainha e pendurou um cortinado bonito. Tinha umas árvores e um burrinho. Encantado, dispus-me a fazer o que ainda nunca tinha feito, um desenho. Depois pintei-o. E a parede do fundo ficou a condizer.

Hoje a parede está lá, minhas filhas, as três, estão crescidas. Netos? Já os conhecem. A parede do fundo continua lá, lisa. Um dia destes armo-me em Bansky, desenho-lhe uma daquelas coisas que ele desenha para a escola. E por baixo, deixo em letras garrafais, citando o autor:
Não se esqueçam, é sempre mais fácil obter o perdão do que a autorização.