28 dezembro, 2017

Financiamento dos partidos: em ditadura a questão nem se punha


Palavra que hoje tinha planeado outra escrita e detesto falar sobre Cristas. Mas lá tinha de ser. E tinha de ser, porque esta agitada e tão badalada questão em ditadura nem se punha. Embora em Democracia (que como sabemos muitos consideram um sistema caro) seria de esperar que a questão se pusesse de outra forma.

Mas vamos lá... na sequência da imagem acima:
PWC - É uma firma reputada, auditora de contas e de outras coisas, tais como avaliação dos impactos de festivais da canção. Fui lá um colaborador esforçado, mas confesso que destas coisas de fiscalidade nada entendo. Nada. Népia. Um zero à esquerda. Mas consultado o seu Guia Fiscal vejo que de alguma forma a bota bate com a perdigota, e fiquei mais esclarecido.

RUI RIO - O Rui Rio é um cómico que tem a espetacular característica de não se rir com as piadas que diz. Rui Rio não ri, mas eu riu. O que ele diz é assunto destacado de onde saco este naco: "Se um partido tiver um bar e vender cerveja isso tem isenção de IVA e não tem nada a ver com a atividade política." Os militantes votantes que se ponham a pau, pois este cómico nem lê o "Jornal de Negócios", nem está a par do tal Guia Fiscal.

CRISTAS - Esta sacrista devia "bater a bola baixa". Sabendo Marcelo mais de metade da missa, bem podia, se isto fosse mesmo Democracia, pôr em causa a própria inconstitucionalidade da seita em que milita. E como suponho que um excesso de links não leva a nada, trago para este plano a citação devida, para que não fique perdida:
«Foi literalmente aos molhos que os funcionários da sede nacional do CDS-PP levaram nos últimos dias de Dezembro de 2004 para o balcão do BES, na Rua do Comércio, em Lisboa, um total de 1.060.250 euros, para depositar na conta do partido. Em apenas quatro dias foram feitos 105 depósitos, todos em notas, de montantes sempre inferiores a 12.500 euros, quantia a partir da qual era obrigatória a comunicação às autoridades de combate à corrupção.»


3 comentários:

Anónimo disse...

Upa, upa... tal como tu, nada entendo de fiscalidade, mas... sim, já vai batendo a bota com a perdigota...

Abraço,

Mª João

Anónimo disse...

Os submarinos deram nisso o Paulo Portas bem trabalhou o assunto, só que os papeis desapareceram.Portugal tem este problema desaparecem sempre as provas vejam que os 10000 milhões que desapareceram até os computadores esqueceram-se coitados padecem de bangs.

pvnam disse...

Já é altura do contribuinte deixar de ser preguiçoso/parvo!
(manifesto em divulgação, ajuda a divulgar)
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O CONTRIBUINTE NÃO PODE PASSAR UM CHEQUE EM BRANCO A NENHUM POLÍTICO!
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Leia-se, DEMOCRACIA SEMI-DIRECTA: isto é, votar em políticos não é (não pode ser) passar um cheque em branco... isto é, ou seja, os políticos e os lobbys pró-despesa poderão discutir à vontade a utilização de dinheiros públicos... só que depois... a 'coisa' terá que passar pelo crivo de quem paga (vulgo contribuinte).
-» Explicando melhor, em vez de ficar à espera que apareça um político/governo 'resolve tudo e mais alguma coisa'... o contribuinte deve, isso sim, é reivindicar que os políticos apresentem as suas mais variadas ideias de governação caso a caso, situação a situação, (e respectivas consequências)... de forma a que... o contribuinte/consumidor esteja dotado de um elevado poder negocial!!!
-» Dito de outra maneira: são necessários mais e melhores canais de transparência!
[mestres/elite em economia já 'enfiaram' trapalhadas financeiras monumentais... quem paga, vulgo contribuinte, não pode deixar de ter uma palavra a dizer!]
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Exemplo:
Todos os gastos do Estado [despesas públicas superiores, por exemplo a 1 milhão (nota: para que o contribuinte não seja atafulhado com casos-bagatela)], e que não sejam considerados de «Prioridade Absoluta» [nota: a definir...], devem estar disponíveis para ser vetados durante 96 horas pelos contribuintes na internet num "Portal dos Referendos"... aonde qualquer cidadão maior de idade poderá entrar e participar.
-» Para vetar [ou reactivar] um gasto do Estado deverão ser necessários 100 mil votos [ou múltiplos: 200 mil, 300 mil, etc] de contribuintes.
{ver blog « http://fimcidadaniainfantil.blogspot.pt/ »}
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Uma nota: a Democracia Directa não tem interesse - serve é para atafulhar o contribuinte com casos-bagatela.
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Anexo:
Uma opinião um tanto ou quanto semelhante à minha: Banalidades - jornal Correio da Manhã (antes da privatização da transportadora aérea):
- o presidente da TAP disse: "caímos numa situação que é o acompanhar do dia a dia da operação e reportar qualquer coisinha que aconteça".
- comentário do Banalidades: "é pena que, por exemplo, não tenha acontecido o mesmo no banco BES".
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Um exemplo: Vítor Constâncio, coadjuvante na nacionalização do BPN, foi premiado pela MÁFIA DOS CALOTES: foi para o Banco Central Europeu.
E não só: muitos outros mestres/elite em economia já 'enfiaram' trapalhadas financeiras monumentais... a quem paga, vulgo contribuinte.