24 dezembro, 2017

Quatrocentos e tal votos de Boas Festas...


Ano a ano a árvore se vai alargando 
Uns só agora chegaram. Outros partiram e vão voltar, outros nem pensarão nisso... Guardo palavras, caras, sorrisos, máscaras e mais de  26 mil comentários. Guardo-os a todos e tenho-os no registo de terem passado. 
Muito obrigado. 
Eu sei que às vezes me "espalho", me excedo. Se pensam que me arrependo, esqueçam. Neste espaço nenhuma ofensa é deliberada, pensada e dirigida. 
Se erro?... É a vida.
Façam o favor de nos fazer felizes! 
Nota: Se faltar aí alguém, considere-se um não-ausente
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NATAL de 1971 
...
Natal de caridade,
quando a fome ainda mata?
Natal de qual esperança
num mundo todo de bombas?
Natal de honesta fé,
com gente que é traição,
vil ódio, mesquinhez,
e até Natal de amor?
Natal de quê? De quem?
Daqueles que o não têm,
ou dos que olhando ao longe
sonham de humana vida
um mundo que não há?
Ou dos que torturam
e torturados são
na crença de que os homens
devem estender-se a mão?

Jorge de Sena, "De palavra em punho"

4 comentários:

Catarina disse...

E eu continuo a fazer parte da arvore de Natal.
: )

Abraco e seja feliz!!
: )

Anónimo disse...

Um grande abraço desta "não ausente"! :)

Maria João

o mar e a brisa do prazer de aprender disse...

Passei para desejar um ótimo NAtal!! CAda palavra de otimismo e esperança é Natal

Janita disse...

Ó pra mim, ali, no fundo da árvore-mãe,
quiçá a centésima,
ainda eu era
um pequenino nenúfar rosado.

Como o tempo correu célere!
Conto-me entre os que chegaram e ficaram.

:)

Este ano não há vídeo? Estou esperando...:))