04 dezembro, 2017

Centeno, a eleição e o furacão

A chamada de primeira página não é mais seguida no texto que o DN desenvolve no interior da edição de hoje. Os jornalistas de serviço não retomam o termo "furacão" e passam a citar Carlos Zorrinho, Paulo Rangel, Marques Mendes e Luís Campos e Cunha que, resumindo, consideram que se Centeno for eleito, "será bom" por isto e por aquilo...

Conhecido esta tarde o resultado, aqueles e outros andarão por ai reclamando parte dos louros e que estes competirão também a outros...

Quanto ao termo furacão, ele traduz bem duas coisas: 
  • a primeira, é que com toda a competência que se lhe reconheça, a Centeno não são atribuídos especiais conhecimentos em climatologia; 
  • segunda, o Eurogrupo é uma tertúlia onde, informalmente, se fala do tempo, se comenta e avalia o "Borda d´Água", sem agenda nem acta.
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«(...) Só uma ilusão desligada da realidade institucional da União Europeia – em que as grandes potências, com destaque para a Alemanha, determinam as decisões do Eurogrupo – ou uma estratégia de branqueamento das políticas e responsáveis da União Europeia a partir da actual realidade política portuguesa, é que pode ver na designação do Ministro das Finanças português uma qualquer alteração das políticas e opções da União Europeia.»

2 comentários:

Anónimo disse...

Li tudo "aí", ou... para ser mais concreta, ouvi o discurso do camarada João Ferreira. Foi como se me tirasse as palavras da boca e as fizesse soar bem melhor do que eu saberia ter feito, dizendo exactamente o que eu gostaria de saber dizer.

Abraço!


Maria João

Graça Sampaio disse...

Mesmo assim, mesmo que o furacão seja manso... é uma honra. Não se pode dizer o contrário.