02 fevereiro, 2011

A situação no Egipto e os vaticínios de Jeff Rubin

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Se a coisa se complicar, ou estiver para durar,
pode o preço do petróleo manter-se indefinidamente
num preço acima dos 100 dólares e então vale a pena lembrar Jeff Rubin
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"Vamos ter de nos habituar a outra forma de vida?
Sim, em tudo. No que comemos, onde trabalhamos, onde vivemos, como gerimos o nosso negócio, que tipo de trabalhos temos. Essas serão as mudanças que nos permitirão adaptar a preços de três dígitos. Mas não vamos deixar de comer. O problema é que nos Estados Unidos, Canadá ou Europa Ocidental metade dos terrenos agrícolas são hoje sítios pavimentados. As mesmas forças económicas que acabaram com as fábricas e as levaram para a China vão ter de reverter isso. Rendibilizar novamente os locais não porque o governo diz mas porque os preços do petróleo o dizem."
Entrevista a Jeff Rubin, já publicada por mim aqui

20 comentários:

São disse...

Não estou a ver que Obama tenha uma posição muito clara contra Mubarak, pois Israel já fez saber que o ditador deverá ser mantido.

E se isso acontecer ou continua esta confusão de hoje até à guerra civil ou o Exército entra para matar.

Quanto ao petróleo , alguém está lucrando.

Quanto à China, me está preocupando muito a sua ascensão .

Conclusão:o futuro está cada vez mais escuro.

ariel disse...

Pois!, enquanto o lobby do petróleo continuar a ordenar em prejuízo do desenvolvimento de energias alternativas verdadeiramente competitivas....

jrd disse...

Vai ser mesmo uma "estranha forma de vida". Triste fado!...

Lídia Borges disse...

Tudo parece querer desmoronar.
É o regresso às origens que se impõe, a proximidade do homem ao que é essencial.
E, parece tão fácil, mas para os senhores do capital, o "tudo" há-de ser sempre pouco.
O petróleo não é um recurso infindável. Mais dia menos dia, teremos de aprender a viver sem ele. Veremos que outras amarras inventarão para nos "domar"

Beijo

ematejoca disse...

Estou num conflito interior — apoio os manifestantes democráticos, mas receio, ou melhor, odeio Os Irmãos Muçulmanos, o movimento islâmico mais antigo no mundo árabe, e o movimento de oposição mais bem organizado do Egipto; eles lutam contra os cristãos e querem o fim de Israel, mas o pior de tudo, é o ódio que eles têm às mulheres.
E eu sou mulher e feminista!!!

Ana Paula Fitas disse...

Vamos ter que procurar e conseguir alcançar uma outra forma de vida... porque há vida para além do petróleo! O pior são os custos sociais e humanos do tempo que se prevê longo da mudança... e esses teremos que os saber prever para, não os podendo evitar já que não somos o poder, exigirmos a sua redução em nome desse valor maior que é a própria vida e desse princípio que é o direito à igualdade...
Abraço :)

Rogério Pereira disse...

São,
Dificilmente alguèm lucrará com aquilo que deixará de existir para o uso que lhe é dado. Vem aí um paradigma em que ninguém está habilitado a pensar o que será a vida sem aquilo a que nos habituámos...

Ariel,
Os combustiveis, a energia, são apenas uma parte do uso do petróleo. A destilação fraccionada do petróleo bruto tem dezenas de outras aplicações que vão continuar a existir mas...a preços proibitivos. Não imagino quanto custará asfaltar uma rua com o aalcatrão a custar N vezes o que custa hoje...

jrd e Lídia,
acho que partilharei convosco a minha pequena horta que cultivarei no logradouro, em frente da minha porta...

Ematejoca,
Vai ver que tudo vai ser mais simples depois de atingidos os limites da complicação

Meus caros, enquanto a minha futurologia vai e vem, sigamos o que se passa amanhã...

Rogério Pereira disse...

Ana Paula Fitas,

O mais dramático é... todos andarmos nas nuvens em relacção a uma realidade que pode bem ser: O tempo longo para a adaptação não coincidir com o tempo curto da duração dos recursos.

Não sei o que me surpreendeu mais, se a revolta do povo nas ruas se a notícia de o Egipto ter de passar a importar petróleo por a sua produção se situar abaixo do consumo interno (ver meu post anterior). Talvez isso explique porque foi a classe média a vir para a rua...

folha seca disse...

Rogério
Uma das coisas que me seduziu no "Conversa Avinagrada" foi a forma como o meu caro tratava a questão dos recursos naturais.
Isto está de facto a ficar tão escuro como o crude. Esperemos que quem manda no Mundo comece a perceber e a tomar medidas em conformidade.
Já agora. tenho uns metros de terreno nos campos do Liz, mal aproveitados, quem quiser é só dizer, pois estou disposto a partilhá-los.
Abraço

FMF disse...

De facto o mundo está já a sofrer grandes mudanças. Algumas delas dramáticas. Quanto tempo durará esta fase de transição? Que custos terá? Esperemos que, como sempre, depois de tempestade venha a bonança. O mundo, passada esta turbulência será, de certeza, melhor. Assim espero...

Kimbanda disse...

Olá Rogério.

Vamos ter de nos habituar a outra forma de vida???

Bem... a minha tem mudado muito nos últimos anos, não só pelas razões que o tema aqui trata, mas também.
Isso é algo que há muitos anos se sabe e pouco ou nada se fez para inverter a situação.
Se a nossa falta de competitividade é grande, com o aumento dos combustíveis será maior. Se o desemprego e a crise económica, que irá uns bons anos continuar a nos fazer companhia, por este andar, instala-se de vez e daqui não arreda.
Preocupa-me essencialmente os jovens que queimam a massa cinzenta para garantir um trabalho e uma carreira e que olham o futuro com muita apreensão, pois a questão é universal, deixará de ser solução procurarem lá fora uma vida melhor. Também aqueles que com mais de 40 ou 45 anos, que ficam desempregados e que muito dificilmente recuperam um emprego decente. As empresas preferem sugar o sangue das guelras à rapaziada nova enquanto têm para dar. Depois e na primeira oportunidade, livram-se deles para sugar sangue novo e assim se vai fazendo o ciclo.
As forças económicas que levaram as fábricas para a China, só o fizeram por causa da mão de obra barata. Nunca conseguirão competir com os seus produtos se os produzirem em seus países. Essa questão só mudará quando chinês não trabalhar de sol a sol por tuta e meia, o que não me parece que venha a acontecer tão cedo em vista do cenário politico que vai aligeirando a fachada, mas o interior permanece inalterado.
Legado muito preocupante aquele que irá ficar para os vindouros.

Kandandos

Porque será que a criatividade que não tem limites, não é devidamente aproveitada?
Se tiveres tempo espreita: http://www.planetazul.pt/edicoes1/Planetazul/desenvArtigo.aspx?c=3291&a=19360&r=37

flor de jasmim disse...

Caro Rogério
O mundo está a ficar pequeno ao lado destes poderosos, o petróleo comanda muita coisa. Nós estamos muito dependente desses poderosos. E a coisa está a ficar preta depressa demais. E ninguém faz nada.
Beijo

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Sinceramente, não acredito muito que as pessoas mudem de vida. Já ouço falar disso desde o primeiro choque petrolífero, em 73 e muito pouca coisa mudou nos nossos hábitos.
Entretanto, o presidente da CIP está desejoso que encerre o canal do Suez. na opinião dele, será uma boa oportunidade para Portugal rentabilizar o porto de Sines!
Haja deus...

José disse...

O Exercito hoje já se pôs ao lado dos pro Mubarak,Mas aqui para aumentar o petróleo não é preciso nada, mas para descer é preciso muito,este sistema agora mais capitalista ainda,
está causar estas revoltas que as pessoas não têm o que comer, e têm que lutar, antes que lhe faltem as forças.

Ana Paula Fitas disse...

Caro Rogério,
Fiz link.
Obrigado.
Abraço.

Palavras Vagabundas disse...

Rogério, acabaremos todos em nossa própria aldeia, a globalização nos faz dependente dos humores dos outros.
bjs
Jussara

O Puma disse...

Em nome do petróleo

Barak Obama apostam

na guerra civil

Fê-blue bird disse...

Meu amigo:
Acho que já não vamos a tempo de reverter a situação, estamos demasiado dependentes do petróleo e do conforto ilusório que a vida actual nos proporciona.
A minha filha tirou a licenciatura em biologia e está a fazer o segundo ano de mestrado em conservação da natureza,o que ela me conta, o que ela tem verificado e estudado tem me tirado as ilusões acerca do futuro da humanidade.
Enquanto o poder económico e político dominar os povos, estamos "tramados".

Beijinhos

Anónimo disse...

Rogério!

Se o presente está já muito escuro, de que cor será amanhã? Mais escuro do que crude, não há!
Os interesses que fazem mover o mundo são, há demasiado tempo, os mesmos de sempre.
Vamos esperar até que se esgotem todos os recursos naturais??? Ou vamos à luta!!!
Parece-me que a situação actual é irreversível.
Espero estar totalmente enganada.

Abraço

Isa GT disse...

O ser humano só muda... à força e quando os combustíveis fósseis acabarem, terão mesmo que mudar o estilo de vida... mas se isso só for resolvido já em agonia para os seres humanos talvez seja a salvação do Planeta Terra e assim, talvez ela consiga durar os previstos... 5 milhões de anos... até o Sol se apagar.
Se este estilo de vida continuar, devemos conseguir bater o Sol e acabar com a Terra em 2 tempos.
O que me faz confusão é a maioria da população não estar a ver que já andam a tentar arranjar condições de vida noutros planetas... claro que vai ser... só para alguns e aí, é que está a tragédia... o cidadão comum não vê que mais uma vez e como de costume... o vão tramar.

Bjos