01 setembro, 2011

Caminhos cruzados...

As linhas traçadas cruzam-se, sem se tocar, com as que vinham a ser seguidas e apontam para um rumo que se diz ser inevitável. Promete-se, com a correcção da trajectória, vida mais alta e adequada, sem se dizer se mais justa ou mais feliz. Em baixo, o povo dorme. Apenas a estreitos momentos se lhe apontam os sofrimentos. Pode haver aproximação de caminhos? Pode haver diálogo e cedências parte a parte? Não, pois são tão divergentes nos sentidos, desiguais os objectivos e diferentes os que ganham por serem percorridos.
Que fará o povo adormecido quando acordar? Que fará quando perceber que o caminho iluminado na imagem não é mais que uma enganosa  miragem?
Mas o outro que se vinha seguindo não iria acabar mal? Não se sabe, mal se tinha iniciado e já estava a ser desviado, iluminando-se o outro. Uma coisa é sabida: o caminho interrompido foi iniciado pelo povo. O outro. o que agora se está seguindo, poucos se lembram como, quando e por quem foi iniciado. Talvez ao longo do tempo, sem que seu inicio fosse notado. Os que isso têm presente continuaram a lutar... e mantêm a esperança de que os caminhos que Abril abriu se cumpram..
(Imagem retirada daqui)

AVISO: O texto, quase todo ele em sentido figurado, não é um ensaio para regresso a tempos idos onde a mensagem tinha de ser cifrada. Foi mera opção do autor. Desculpem-no por favor