01 abril, 2015

António Costa, depois de deixar a câmara para se concentrar só no PS, não perde tempo e surpreende tudo e todos com uma dinâmica nunca vista e com declarações inesperadas à imprensa

Num encontro que durou toda a manhã de hoje, marcado em rigoroso segredo (que o Partido Comunista respeitou), António Costa reuniu, a seu pedido, com Jerónimo de Sousa. À saída, os poucos jornalistas presentes conseguiram obter da parte do líder do PS breves, mas significativas declarações, no sentido de uma inflexão inesperada. António Costa referiu que a situação é complexa e não pode ser resolvida com disponibilidades de part time  na liderança do partido. Sobre a reunião com Jerónimo disse ter sido ainda inconclusiva mas que foram colocados alguns pontos de acordo e que foram agendadas várias sessões de trabalho  conjuntas, estando vários cenários em aberto. Instado sobre os pontos de entendimento, António Costa, respondeu indirectamente, referindo a necessidade de o PS se demarcar das posições de Holland, de Evangelos Venizelos e de Pedro Sánchez. "O PS só poderá aspirar a alterar a actual situação se estiver disponível para mobilizar a população portuguesa em torno de um projecto de negação consequente da austeridade, correndo todos os riscos que daí possam decorrer, incluindo o confronto com as instituições da União Europeia, reestruturação da dívida, saída do euro ou a violação das regras do tratado orçamental", disse o líder do PS surpreendendo todos os presentes. (ver comunicação integral). Interrogado Jerónimo de Sousa, este limitou-se a dizer:"Vamos ver, vamos ver!"
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Se chegou só agora, vem fora da hora. 
O dia das mentiras foi ontem...