28 abril, 2015

Confirma-se, mudar o mundo não custa muito... nem talvez demore muito tempo

O miúdo demonstrou-me que já conseguia mudar o mundo quando eu lhe disse que não custava muito, ressalvando, para não lhe transmitir irresponsável facilidade, que levaria tempo. Não sei se o convenci e, à sua maneira, ele tenta. 
Lembro ter escrito sobre este sucedido, numa altura semelhante a esta em que não tenho tempo sequer para me coçar. Entre uma tarefa e outra, veio uma notícia ter comigo. Veio do país do sol nascente, do qual eu já tenho falado tanto. E diz assim:

«...Pesquisas recentes mostram que quase 50% dos japoneses preferem o comunismo e acreditam que o capitalismo leva à pobreza e à fome. Diante deste quadro, o Partido Comunista tornou-se o segundo no Japão, o que alarmou analistas e investidores. Segundo a revista semanal de ultradireita The Economist, “nunca se imaginou que os comunistas japoneses poderiam chegar ao poder…”. A principal proposta do PC do Japão e o ponto central de seu programa de governo é o desmembramento da economia de mercado. Outras propostas incluem o fim da aliança com os Estados Unidos, o fechamento das centrais nucleares e a aprovação de medidas fiscais confiscatórias contra empresas. Apesar da relevância, a notícia ficou praticamente escondida nos principais meios de comunicação europeus, norte-americanos e brasileiros...»
E faz todo o sentido recordar palavras de Akira Miwa, então (2010) embaixador japonês:
“Há muitas semelhanças entre portugueses e japoneses (…) A maneira de ser, o modo de reagir é muito igual. À parte o nosso relacionamento histórico, temos muito em comum. O japonês é mais português que espanhol. Para nós a Espanha é um país muito interessante, sim, mas por causa da diferença. Portugal é como se fosse o Japão europeu".
Como o Japão europeu? Tomara eu!