10 setembro, 2016

E só o Kim é que é o cromo, o louco, o paranóico e o perigoso? Cadê os outros?
























O mundo assim não se recomenda, nem tem emenda. Podia a imprensa aproveitar mais um ensaio nuclear para pôr os dedos nas feridas todas, mas não o fez.
Como não consta que Desmond Tutu seja um defensor do regime Norte Coreano socorro-me das suas palavras, não vá cair-me em cima "o Carmo e a Trindade"...
 «Não podemos tolerar um sistema de apartheid nuclear em que se considera legítimo alguns Estados possuírem armas nucleares mas evidentemente inaceitável que outros tentem obtê-las. Essa moral dupla não serve de base para a paz e segurança mundial. O TNP [ Tratado de Não Proliferação] não é uma licença para as cinco potências nucleares originais se aferrarem a essa armas nucleares indefinidamente… É claro que não se pode voltar atrás na invenção das armas nucleares, mas isso não significa que o desarmamento nuclear é um sonho impossível. Meu próprio país, a África do Sul, abriu mão de seu arsenal nuclear nos anos 90, ao perceber que estaria melhor sem essas armas. Por volta da mesma época, os novos estados independentes da Bielorrússia, Cazaquistão e Ucrânia abriram mão voluntariamente de suas armas nucleares e se juntaram ao TNP. Outros países abandonaram seus programas nucleares, reconhecendo que nada de positivo poderia sair dali. O arsenal mundial caiu de 68 mil ogivas no auge da Guerra Fria para 20 mil hoje.»
Em adenda, há quem pense que o abandono unilateral da corrida nuclear é passar a ter grande vulnerabilidade apontando, como exemplo, «o facto de que países como o Iraque e a Líbia, que suprimiram os seus programas nucleares militares à força ou voluntariamente, foram alvos de intervenções militares externas, que dificilmente ocorreriam se contassem com a deterrência nuclear.» 

ler tudo em «Um novo “Átomos para a Paz” como vetor tecnológico»