29 julho, 2021

HOJE OCORREU A ENTREGA DAS LISTAS E DEPOIS FUI APRESENTADO... SE FOR ELEITO SERÁ O MEU ÚLTIMO MANDATO

... de manhã foi a entrega das candidaturas em Tribunal... Na parte da tarde fomos apresentados. A minha intervenção não chegou ao fim... a dada altura a emoção tomou conta do mim (essa parte, está arredada do texto).

E a parte do que eu disse, fica aqui escrita:

«O “nós CDU” do meu discurso significa e continuará a significar que me ligo a um colectivo, e que cada agendamento, que cada moção, proposta ou requerimento a apresentar serão previamente discutidos ou irão passar pelo escrutínio ou conselho dos elementos que integraram a nossa candidatura.

A esse cuidado, associamos a preocupação de rotatividade entre nós, fazendo-nos substituir ao longo do mandato.

Avessos ao rasgo individual e à fulanização dos mandatos, agiremos do mesmo modo relativamente às outras forças políticas às quais jamais colocaremos as pessoas no centro das discussões que pretendemos vivas e respeitadoras do diálogo democrático.

O que poremos em causa não serão as pessoas.

O que poremos em causa, sempre que acharmos nosso dever de o fazer, serão a obra que não corresponda ao benefício e aos anseios das populações.

O que poremos em causa serão as trapalhadas, acaso ocorram.

O que poremos em causa serão as decisões do executivo que não se baseiem em critérios transparentes e aprovados pela Assembleia.

O que poremos em causa será a falta de rigor no cumprimento dos procedimentos que a lei determina.

O que poremos em causa será a postura subserviente perante a Câmara, ignorando ou fazendo tábua rasa das competências consagradas na lei.

O que poremos em causa serão a prepotência ou a tendência para usar uma maioria absoluta contra o diálogo democrático e contra a dignidade da Assembleia e do Poder Local Democrático. 

Registem que não nos limitaremos a pôr em causa tudo o que acharmos dever ser porto em causa. É marca da CDU apoiar todas as propostas, venham de que força política vier, desde que nos pareçam oportunas e adequadas e contribuam para o bem-estar das populações. É igualmente nossa marca ter iniciativas e propostas.

Aqui, nesta autarquia inventada e imposta sem qualquer racionalidade nem critério, que não seja a cega imposição da famigerada "troika" e da abominável Lei Relvas que lhe deu expressão, nós da CDU, apesar de força minoritária, encontraremos sempre espaço de intervenção para defender o nosso Projecto e honrar os nossos compromissos eleitorais e a todos asseguramos que contribuiremos empenhadamente, em quaisquer circunstâncias, para construir, com as populações, uma vida melhor.»

 

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