08 dezembro, 2011

A CPLP... Porque não faz parte de um Plano B? (4)



Vários foram os que vieram a depor no meu primeiro post sobre este tema. E porque para entrar é preciso sair de onde nos estão a amarrar, oiça-se alguém que vem ajudar à discussão:


Ilda Figueiredo: Saída do Euro deve ocorrer "com compensações"

"Devia ser uma saída negociada com compensações ao País por aquilo que nos roubaram", disse Ilda Figueiredo aos jornalistas, na Figueira da Foz. Questionada pela agência Lusa sobre se defende essa saída, respondeu: "Nestas condições [com compensações] seria o melhor". "Uma saída com compensações por aquilo que nos roubaram e com alterações de outras políticas, desde a agricultura, às pescas e à indústria, podendo o País, de imediato, começar a produzir para diminuir o seu défice", sustentou Ilda Figueiredo. Recusou, no entanto, que o País possa ser "corrido" da moeda única e que um cenário sem negociação prévia de condições "era o que Alemanha queria". "Não basta sair, é necessário sair e termos todas as condições para produzirmos o que precisamos. Nós queremos que a saída de Portugal seja com compensações e alteração profunda de outras políticas para Portugal poder encetar uma política autónoma de desenvolvimento, naturalmente em cooperação com outros países da União Europeia", disse. Sobre as políticas que disse terem levado à deterioração do sector produtivo nacional, aludiu, nomeadamente, à desvalorização das exportações nacionais aquando da entrada de Portugal na zona euro, contestada na altura pelo PCP, o "único" partido que votou contra a entrada na moeda única, lembrou. "Só nessa altura perdemos de competitividade entre 30 a 40 por cento. Isso teve custos muito sérios para o país e agora o País deve ser compensado por isso ter acontecido", advogou.     
 NOTA: Este post foi "reconstruído", após um lapso do autor. No essencial corresponde ao anterior conteúdo

07 dezembro, 2011

Metamorfose - VIII (Despertares)


A alma, o corpo e a razão
sentiram-se abraçados,
docemente,
como há muito não lhe acontecia
Desde então,
ela não mais se afastaria,
como se fizesse parte dele,
sem pressão nem posse.
Seu tronco tornou-se forte
e, na sua frondosa copa,
as folhas assumiram aquele tom
verde de esperanças e de certezas
contrastando com o vermelho
de um fruto amadurecido
Enquanto a seiva lhe fervilhava,
as raízes acordaram resolutas
no seio do húmus da terra

Decidiu então juntar-se à floresta
Assim unidos, assaltaram a cidade
Repetição (revista)

06 dezembro, 2011

Metamorfose -VII (Depois de ser árvore, regressei!)

Pediram-me que fosse árvore,
com olhos de implorar...
Não uma árvore qualquer,
mas com ramos de abraçar,
tronco forte
bem enraizado,
suavemente inclinado.

Aceitei e gostei.
Gostei que o vento me sussurrasse.
Uma ave em mim pousasse
escolhendo-me para seu ninho.
Gostei de me sentir enorme, gigante
dando conforto e sombra à caminhante


Gostei de me desnudar, perder folhagem
atapetando a paisagem
Gostei de sentir a seiva quente
percorrer-me como quando era gente...

Aí, senti saudade de voltar
e voltei, em festa...
Quem antes via apenas a árvore,
pode agora ver, através de mim, a floresta
Repetição 

05 dezembro, 2011

Medo, medos... (2)

.............................................................roubei o miúdo à "Dja tocando em frente"
.
Rir? Sorrir?
Sorrir de um medo?
Desse medo
que resulta
do nosso próprio enredo?