03 julho, 2020

Se a aprovação do orçamento foi um sintoma, a designação de Assis é a prova...


A aprovação deste Orçamento Suplementar (com os votos do PS e a abstenção tácita do PSD) é sintoma de que serão os salários e o emprego a entrarem em colapso, e assim, na fase complicada de pós-pandemia serão os trabalhadores a pagar a crise.
Agora, a designação de Assis para Presidente do Conselho da Concertação Social é a prova de que assim será.
Paira a ameaça do regresso à choldra!

02 julho, 2020

Canções para o desconfinamento - 16 e 17


Fados de tempos salazarentos, em que era outro o desejado desconfinamento, lembro estes fados cantados por Amália e assim me associo à celebração do centenário do seu nascimento.

01 julho, 2020

Em dia de centenário, um fado ainda por ser cantado...


Não conheci a Rosa há muito e pouco tempo depois de a ter conhecido, de imprevisto, me ofereceu um seu livro.
Hoje enviou-me um poema, em letra de fado. Fado sentido ainda por ser cantado... 
Agora só falta encontrar quem o cante... para encorajar um projecto de uma vida que valoriza a escrita e sabe fazer uso dela.

Aurora

Guardo a lembrança no peito de quando te vejo ir embora,
Noite triste e sombria, fria de amor marcada pelo odio,
Mas a mágoa sentida, faz da partida um caminho sem fim,
Vivo presente essa noite, vivo a dor de uma vida sem ti,

Ai se eu soubesse, que naquele dia tu ias embora…
Ai se eu soubesse, que a vida sem ti é vida deitada fora…
Ai se eu soubesse, que o amor á caneca se bebe quentinho…
Ai se eu soubesse, que a vida sem ti não faz mais sentido…

Tenho a lembrança presente das palavras deitadas ao vento,
Sinto o amargo na boca, sabor ausente,
Tenho em mim a ferida, marca sentida do dia e da hora,
Tenho os meus olhos amargos, a pele enrugada, tua ausência… Aurora

Ai se eu soubesse que um dia partias pela estrada fora…
Ai se eu soubesse, que levarias contigo meu sol Aurora…
Ai se eu soubesse, que a magoa sentida seria um jardim sem flor…
Ai se eu soubesse, que não mais na vida haveria outro amor…

Guardo e meu coração a triste ilusão de te ver chegar,
Fica presente em minha mente o nosso convívio ao jantar,
Juntos à mesa estaremos, o jantar partilhemos numa malga vazia,
Mas de coração cheio alegre e perfeito deixamos para trás uma vida vazia,

Mas a vida perdeu o encanto meu e ela não voltou,
Sigo alma sombria e nesta vida a mais nada me dou,
Sinto o amargo na língua, mulher perdida falta-me o pão,
Guardo um sabor sem jeito que fere meu peito sabor a limão,

Ai se eu soubesse, que teus olhos meus alegria sem fim…
Ai se eu soubesse, que a tua luz ilumina o meu jardim…
Ai se eu soubesse, que o tempo não para e a chama acende…
Este pobre olhar, sozinho sem ar a vida a ti se prende.

 30 de junho de 2020
Por Rosa Pereira

Eu e a TAP temos a mesma idade!


Eis um Telejornal que vai buscar imagens que eu julgava não poder ver nunca mais nos Telejornais (é a partir do 7º minuto e até mudar de assunto)

E porque fala do que dizem todos menos dos que mais se têm batido, cito:
«A Proposta do PCP para a retoma do controlo público da TAP e da SPdH foi rejeitada com os votos contra de PS, PSD, CDS-PP, IL e Chega.

A TAP não precisa apenas de ser recapitalizada. Precisa de ser colocada ao serviço do desenvolvimento do País, de cumprir o seu papel na coesão do território nacional, na dinamização da actividade económica.

A cedência aos interesses dos accionistas privados, o arrastamento das decisões, a submissão às imposições da DGCom/UE, o namoro com a Lufthansa fazem temer o pior: a mobilização de recursos públicos para pagar dívidas e a entrega da companhia nos braços de uma multinacional.»