01 março, 2012

É a... do meio... 43 !!!


Lá onde hoje está, o sol brilha e está calor. Cá, está a chover...
Que melhor prenda lhe poderiam oferecer?

29 fevereiro, 2012

Baptista Bastos, BrancaMar, Montesquieu e... eu

Não estava a pensar em nada (se tal me é possível) quando hoje lia a crónica de Baptista Bastos. Sempre o faço, às quartas-feiras, único dia da semana em que compro o Diário de Notícias. Lia-o com a atenção que ele merece, até suspender a leitura numa citação de Montesquieu: “Não há desgosto que uma hora de leitura não desvaneça.” Pronto, lá fui eu para outras divagações e, sem aparente ligação, cair na promessa que fizera a BrancaMar. É que o primeiro impulso que tive para lhe acalmar a alma e a incentivar à escrita foi dizer-lhe: minha querida amiga, não desista, não se vá embora, não deixe de escrever. “Seus escritos (e outros) entram na minha hora diária de leitura. Contribuem para que desvaneça desgostos e retempere o ânimo que preciso ter, que precisamos ter." Hesitei, questionando-me se teria eu tanta importância assim para a incentivar a continuar. Achei então argumentar, dando-lhe a ela os argumentos que uso eu próprio para diariamente escrever e manter viva esta conversa. 
Escrevo porque sim, porque gosto das palavras, porque as gosto de alinhar, rimá-las e dar-lhes a energia que por vezes lhes falta, sobretudo às menos usadas ou às mais aviltradas. Escrevo para arrumar as ideias, aprofundar o juízo das coisas e do mundo, nesta insistente, quase teimosa, tarefa de o tentar compreender. Escrevo não só para que me leiam, mas para que eu registe a memória e me espante com o que pensava vir acontecer, depois de, mais tarde, ter acontecido. Escrevo para todos e, assim, também para mim. Escrevo e leio, porque não há escrita que não me obrigue a ir ler. De vez em quando leio um livro, faço como Montesquieu…não ler, por ler. Leio para desvanecer a desesperança. Leio para ser.
Eu, Minha Alma e Meu Contrário (num dia calmo) 
Voltando ao texto de Baptista Bastos, é uma prosa do... caraças.

PS: Já depois de editado BrancaMar me enviou um mail a lembrar onde reside a promessa. É nos comentários a uma Homilia. Nessa.

28 fevereiro, 2012

A Islândia e as forças desproporcionadas...

Ontem coloquei um post, extenso e denso, dando conta de como a dramática situação na Argentina terá sido enfrentada, o preço pago e a situação que se vislumbra, agora, a fazer inveja a uma Europa em dificuldades (para não usar dramáticos adjectivos, uso esse eufemismo). A intenção era sugerir que Portugal possa seguir esse caminho. Leram-me. Leram-me, apesar de dar trabalho e de ter usado palavras rudes e desafiantes, senão mesmo de insulto... Dos que me deram reconfortante atenção, cito quem me disse: 
"Concordo que estar informado dá trabalho. Mas pior do que isso é a informação nos ser sempre penosa e penosa a consciência de que uma formiga pouco pode contra um elefante. Ah! Eu sei de alguns elefantes que cederam às ferradelas de um formigueiro."
Não sei porquê, ocorreu-me que estivesse a falar da Islândia...

27 fevereiro, 2012

A Argentina... e as pessoas que por cá já andam com a cabeça cheia... de areia

O que se está a passar é como uma tremenda tempestade de areia, que não amaina.... 
Areia que começou a ser-nos mandada para os olhos e nos deu uma irremediável cegueira. 
Mas a coisa piorou:, neste momento já temos a cabeça, lá dentro, cheia... de areia
Protegi-me, nem sei bem como, contra tal investida. Consigo alguma lucidez, não porque um deus qualquer me quisesse proteger, mas porque insisto em me defender destas ameaças. Em sentido figurado, claro. É que mantenho um estado de permanente alerta e tenho sorte: de vez em quando lá passa uma noticia, mesmo fechada, que nos põe no caminho de outras explicações. Se não quiser saber do que se trata, até porque dá trabalho, não indague, não entre nesses links malvados. Fique só por este enunciado. Mas, depois, não diga que não foi avisado... ou que é areia demais para a sua camioneta (talvez porque já a carrega cheia... de areia). Mas... vejamos ver o que Krugman vai hoje dizer...
NOTA: Dedico este post ao meu genro exactamente porque julgo saber que ele não terá tempo para... o ler