O cartoon descobri-o agora que
ele foi embora. Foi mas volta. Descobri-o num
sítio que frequento e que recomendo. O bem apanhado boneco mostra dois garotos brincando.
E a pergunta é: até quando?
A próxima etapa da brincadeira irá ter data marcada, como de seguida se dá conta:
«A conferência de líderes deverá reunir na próxima semana com o
objectivo de discutir um requerimento do CDS-PP que pretende antecipar a
reunião da Comissão Permanente da Assembleia da República.
O
partido de Cristas quer debater a situação da ferrovia e surfar na
crista da onda do descontentamento contra o funcionamento da CP, uma
empresa pública que anda nas bocas do mundo pelos piores motivos: o mau
serviço serviço prestado que, perigosamente, tende a tornar-se uma
imagem de marca. Por outro lado, o CDS-PP procura também tirar partido
das dificuldades de vária ordem que assolam o PSD.
Voltando à CP,
nomeadamente aos cortes nos horários dos comboios e ao encerramento de
estações e bilheteiras, importa sublinhar que, só nos últimos 30 anos, e
estamos a falar de 30 mas podíamos falar dos últimos 40, a
responsabilidade da gestão desta empresa pública esteve entregue, em 80%
daquele período a gestores do PSD, PS e CDS-PP e, desses, 60% são da
responsabilidade dos partidos da direita.
É público que a despesa
operacional da CP está em queda desde 2009, em resultado sobretudo das
medidas impostas pelo segundo governo de José Sócrates e pelo governo do
PSD e do CDS-PP que se lhe seguiu.
Aliás, as comissões de
trabalhadores das várias empresas do sector ainda recentemente
denunciaram, num documento enviado à Assembleia da Republica, o crónico
desinvestimento na ferrovia e a consequente degradação da capacidade de
manutenção e reparação e da própria infra-estrutura.
No caso do
material circulante, dão como exemplo o facto de as composições da Linha
de Cascais terem 60 anos sem que estejam a ser feitas as necessárias
diligências para a sua substituição.
Pena que esta súbita
preocupação com a ferrovia que atormenta o CDS-PP não se tenha dado no
início da década quando Assunção Cristas e Adolfo Mesquita Nunes estavam
no governo e o seu correligionário, Manuel Queiró, era presidente da
CP.
Porventura, teriam contribuído para evitar o descarrilamento da empresa, coisa que não fizeram!»