30 junho, 2019

Dominical liturgia [citando Sophia] - 23



Não, a foto não é de Sophia. A foto é da Lídia Borges. Ela tem ocupado este meu espaço com a poesia que escreve e hoje prometi-lhe que a traria aqui. Transcrevo um comentário que ela me deixou no domingo passado, a propósito dessa liturgia onde se ouviam vozes de Sophia e Jorge de Sena. 
«Poesia maravilhosa, densa, profunda, verdadeira, a dizer um tempo em que tudo estava ainda por fazer e tudo era possível, porque possível ainda a autenticidade da determinação em mudar. Havia um país inteiro a sonhar o mesmo sonho. Isso mudou e a Poesia ressentiu-se. Anda agora dispersa, à procura de si própria, num mundo onde os sistemas políticos, jurídicos e afins deixaram de responder às necessidades do homem comum e passaram a servir um deus maior que é o dinheiro. Gostava de escrever poemas dizendo que o dinheiro é nada confrontado com a honestidade, a verticalidade e a palavra de um homem, mas... quem acreditaria em mim?»
Vai poeta, vai por aí, não faltará quem acredite em ti!

27 junho, 2019

Entro mais uma vez nos mais lidos do mês...

«Abril de Novo Magazine | Sempre à Esquerda! é um Portal/Blog de: Intervenção Política, Informação, Cultura, Opinião, Sátira e Sociedade. Um Espaço de Encontros e Liberdade… Informação Crítica Para Um Mundo Mais Justo!

Publicação Online, um Portal/Blog multilingue, afirmativamente, de esquerda, progressista, patriótica e internacionalista. Prezamos pelo direito à informação e dizemos não à discriminação e ao silenciamento!

Os artigos de opinião e correio de leitor difundidos neste magazine são da inteira responsabilidade dos seus autores, não cabendo qualquer tipo de responsabilidade ao colectivo que administra esta publicação.
Abril de Novo Magazine é uma Publicação Periódica Digital de actualização diária. Propõe através da informação, debate e discussão, o desenvolvimento crítico do pensamento e de práticas da liberdade de expressão. A sua prática baseia-se na recolha, produção, publicação e distribuição de informação, opiniões, crónicas, fotos, ilustrações, etc. Em suma, um território de resistência nos tempos que correm.»
 Pois, e eu ando por lá e até figuro entre os três posts mais lidos nos últimos 30 dias. Como aquele meu é mais que vosso conhecido, leiam então o primeiro que lá consta, mas não percam o segundo.



26 junho, 2019

O PS quer mãos livres... quer voltar a tê-las

«O PS termina a legislatura a reclamar uma maioria absoluta e os louros de quatro anos de políticas sociais e económicas que não teriam acontecido se estivesse sozinho. 

As últimas jornadas parlamentares do PS nesta legislatura foram uma espécie de rampa de lançamento para a campanha às legislativas de 6 de Outubro. Depois de Carlos César, líder da bancada do PS, ter reclamado os louros de quatro anos de uma solução política que se traduziu em avanços sociais e económicos, foi a vez de o primeiro-ministro, António Costa, encerrar as jornadas parlamentares, em Viseu, com um discurso de vanglória das conquistas alcançadas, mesmo que grande parte das propostas nesse sentido não tenha partido da bancada parlamentar do PS.

Exemplos disso são a devolução de rendimentos, designadamente de salários e de pensões, e a redução das desigualdades, com António Costa a sublinhar as medidas dos manuais escolares gratuitos e dos novos passes sociais – todas com a chancela do PCP –, salientando o facto de «180 mil portugueses» terem saído da pobreza nos últimos quatro anos.

Na sequência de outros remoques, Carlos César, por sua vez, defendeu que o PS precisa de uma «maioria expressiva» nas eleições de Outubro para «evitar bloqueios» e libertar-se de «inercias», reivindicando exclusivamente para o PS a responsabilidade pelos resultados na economia e pela melhoria da credibilidade internacional do País, como se as medidas se desligassem umas das outras.

As resistências que César teme estão alicerçadas no caminho que o PS pretende trilhar e que, tal como se percebeu nos últimos anos, pode distanciar-se da ideia de progresso social. Basta ver os recentes recuos em relação à Lei de Bases da Saúde e ao fim das taxas moderadoras, ou as reservas em relação ao aumento do salário mínimo nacional, tendo rejeitado a subida para 650 euros em Janeiro. Apesar disso, aproveita o capital alcançado nos últimos quatro anos para iludir os portugueses e embandeirar em arco a obediência à União Europeia.

«Se é verdade que tivemos a ajuda da maioria parlamentar do PEV, do BE e do PCP para cimentar a recuperação social, tivemos por outro lado a difícil e bem sucedida missão de recuperar a confiança, de recuperar a economia, de equilibrar as finanças públicas, não permitindo aventuras orçamentais que nos levariam ao colapso e à desconfiança internacional», afirmou César, naquilo que é uma expressão dos compromissos do PS, privilegiando sempre Bruxelas em detrimento dos direitos dos trabalhadores e do povo, nem que para isso tenha de recorrer ao apoio de PSD e CDS-PP. »
Texto do Editorial

25 junho, 2019

É OFICIAL EM WASHINGTON: ARMAS NUCLEARES SÃO PARA USAR


«O documento sobre Operações Nucleares foi publicado online pelo Pentágono na semana passada e logo depois removido. (...) Os especialistas encaram este documento como uma mudança substancial na política militar dos Estados Unidos, sobretudo nos pontos de vista sobre a política de guerra nuclear. Consideram que o documento não se concentra já na dissuasão nuclear, passando a defender a doutrina do primeiro ataque nuclear como sendo dissuasora da própria guerra. De acordo com analistas em Washington, o facto de os ataques nucleares passarem a ser vistos como “preventivos”, como uma cura potencial para os conflitos, é muito preocupante.»