12 julho, 2010

As águas e mágoas do monstro, no seu habitat...

AS ÁGUAS
Uma amiga, Na casa do Rau, comentou horrorizada num meu post anterior: "não gostei da cor das águas desse lago. Não, eu não me metia aí nem morta!".
Nem pense, aquela minha cara amiga, que um monstro que se preze se mete em águas que ela despreze...
Ia ele sair de Loch Ness para se meter numa charca qualquer? Que ela nem pense...

Uma lagoa, à séria, funciona conforme o esquema (podem encontrar o detalhe aqui)

Este sistema é mais saudável para as rãs, monstros e outros bichos... Experimentem meter uma rã, aí uns 10 minutinhos, numa piscina devidamente tratada e vai ver se ela depois salta. É o saltas...

Alguma vez uma charca ou uma piscina, reúnem esta envolvente? Ao fim da tarde as cigarras em coro fazem uma longa e harmoniosa introdução ao cochoar das rãs que segue, noite dentro, enquanto todo o tipo de pássaros esvoaçam sem dar tréguas aos mosquitos, melgas e outros insectos que, assim, não chegam sequer a insinuar uma leve picada que seja em qualquer ser ...

Caros amigos, cara Fernanda, se sabem fazer o pino aproveitem agora. Isto é, façam-no se quiserem ver essas árvores direitas. O que lhes mostro são o seu reflexo, nas águas calmas do espelho de água onde o monstro se sentia como um peixe dentro de água doce, muito doce e... terna e... morna! (se querem ver as coisas direitinhas, visitem este site)

E o enquadramento? Ah, o enquadramento... São quintas e fazendas praticamente abandonadas (o que se afigura em perfeito equilíbrio com o resto do país). Mas há verde, verde selvagem e bravio, ao gosto de qualquer monstro... Alfarrobeiras enormes, à beira do caminho que vai dar ao comboio para a Praia do Barril. São velhas árvores, muito velhas que, conforme podem constatar, precisam de alguém para as amparar... (o mesmo alguém que ampara o monstro...)

AS MÁGOAS

Acabou-se! O que anda por aí, vai dar muito trabalho...